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 Choque de trens: relatório deve apontar 7 falhas
03 de outubro de 2007 03h49

Relatório do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) que será entregue hoje ao delegado titular da 58ª DP (Posse), Fábio Pacífico, deverá atestar que o acidente com dois trens da SuperVia, ocorrido dia 30 de agosto, foi mesmo provocado por uma seqüência de falhas humanas. Oito pessoas morreram.

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No documento de 50 páginas, peritos descrevem a ocorrência de sete erros, dois a mais que os apurados pela concessionária. Segundo o relatório, as novas falhas foram cometidas pelo operador Edson Assunção Filho. De acordo com o laudo, o primeiro erro foi ter permitido que as duas composições trafegassem em rota de colisão, o que aconteceu quando o controlador autorizou o trem de testes a mudar da linha 2 para a linha 1, na qual estava a composição lotada de passageiros.

A segunda falha foi a opção do operador de não comunicar através de rádio aos maquinistas a alteração de rota do trem de testes e ter confiado só no sistema de sinalização, o que poderia evitar o desastre.

Os outros 5 erros coincidem com os apontados pela SuperVia. A concessionária responsabiliza o maquinista Norival Ribeiro do Nascimento por três deles, e o operador Edson pelos restantes. No primeiro, o controlador permitiu que Norival saísse da estação de Comendador Soares, anterior à de Austin, onde houve o desastre. O sinal naquela estação não foi fechado, o que poderia ter atrasado a partida da composição de passageiros. A segunda e a terceira falhas são atribuídas a Norival: ele trafegava a 76 km/h quando deveria estar a 60 km/h e não reduziu a velocidade ao passar pelo segundo sinal, amarelo.

O quarto erro é imputado ao operador Edson, que deveria ter cancelado a autorização dada a Wellington da Rocha Barros, maquinista do trem de testes, para mudar de linha, o que não foi feito. Já o quinto foi de Norival, que ultrapassou um sinal vermelho, o último antes de Austin.

Maior desastre em 7 anos
Considerado o pior acidente envolvendo trens nos últimos sete anos no Rio, o choque em Austin, em Nova Iguaçu, aconteceu às 16h15 do dia 30 de agosto e deixou oito mortos e 101 feridos. Composição com 800 pessoas bateu em outra, que havia mudado de linha com autorização do centro de controle operacional. Após o desastre, bandidos se aproveitaram da confusão e roubaram bolsas, relógios e sapatos de vítimas.

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