Coronel entregou uma camiseta para Megaron Txucarramae, coordenador da Funai na região e indígena da etinia Caiapó
01 de outubro de 2007
Foto: Juliana Michaela/Especial para Terra
O coronel da reserva do Exército Marcos Antonio Marinho Silva, 51 anos, viúvo de uma das vítimas da queda do vôo 1907 da Gol, que caiu em Mato Grosso, no dia 29 de setembro, começa hoje o trajeto até o local onde foi encontrado o avião, na reseva indígena Kapot Jarina. Como o local é de difícil acesso e as trilhas e caminhos são conhecidos apenas pelos indígenas, Megaron Txucarramae, coordenador da Funai daquela região e indígena da etnia Caiapó, vai guiar o coronel e o grupo que o acompanha até o local onde caiu o Boeing 737-800.
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Silva chegou à cidade de Colider ontem, onde se encontrou com Txucarramae.
Amanhã, eles seguem para a fazenda Jarinã, onde houve o trabalho de identificação dos corpos na época dos resgates e foi construída uma capela.
Sobre os boatos de pilhagem dos pertences das vítimas, no encontro de ontem de Txucarramae com o coronel, o coordenador da Funai afirmou que seu povo ficou muito magoado.
"Nós não pegamos nada, não sabemos nem usar cartão de crédito", disse. Segundo ele, a orientação aos índios que auxiliaram nas buscas logo após o acidente era olhar, mas não tocar em nada. Eles conduziram equipes de imprensa e familiares durante a época do resgate.
O coronel Silva, por sua vez, disse que da parte das famílias há somente sentimentos positivos em relação aos índios. Ele afirmou que os parentes ficaram agradecidos aos militares, aos indígenas e aos funcionários da fazenda Jarinã.



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