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 FAB indiciaria 5 controladores por acidente da Gol
02 de outubro de 2007 03h38 atualizado às 05h06

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O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, teria encaminhado à Justiça Militar o Inquérito Policial Militar (IPM) pedindo o indiciamento de cinco controladores de vôo por "materialidade e indícios de autoria de crime" no acidente com o Boeing da Gol, ocorrido há cerca de um ano. Segundo a Folha de S.Paulo, o pedido teria sido feito antes mesmo do anúncio do relatório final das investigações sobre o acidente com o vôo 1907 da companhia aérea, que matou 154 pessoas depois de chocar-se no ar com um jato Legacy.

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A Folha de S.Paulo teve acesso ao resultado do IPM. De acordo com a publicação, o texto mostraria por que falharam as mais de 20 tentativas de comunicação entre o avião e o controle aéreo de Brasília: a freqüência que o jato Legacy utilizaria, 125.05 MHz. Na região do acidente em que o avião voava, esta freqüência não funcionava no setor aeronáutico. O aviso sobre alteração de freqüência deveria ter sido repassado por um dos controladores.

Conforme o jornal, o texto confidencial foi enviado à juíza auditora da 11ª Circunscrição Judiciária Militar, Zilah Petersen, em 19 de julho passado. O encarregado do IPM foi o coronel aviador Luiz Claudio Ribeiro da Silva, informa a Folha.

De acordo com a publicação, 11 "fatores preponderantes" para o acidente foram listados nas conclusões do inquérito. Todos teriam sido desencadeados pelos controladores ou pilotos norte-americanos do Legacy.

Pilotos do Legacy

A Folha de S.Paulo informa que haveria referências à "conduta omissiva" dos pilotos. O documento citaria normas aeronáuticas, afirmando que o Legacy estava sob "vigilância radar", e não "vetoração radar"; isso isso significa que "a responsabilidade de navegação é do piloto em comando da aeronave".

O jornal, entretanto, lembra que o IPM lista uma seqüência de erros que seriam de responsabilidade dos controladores brasileiros. Entre eles estariam o desconhecimento do plano de vôo por parte de alguns deles, o não questionamento de diferenças entre o plano e as informações passadas por colegas de controle de tráfego e até mesmo dados errados. Tudo isso antes da perda do sinal do transponder (equipamento de localização suspeito de ter falhado no caso).

Redação Terra