O coronel da reserva do Exército Marcos Antônio Marinho da Silva, que mora no Estado de Pernambuco, vai hoje à fazenda Jarinã, em Mato Grosso, e à terra indígena Capoto Jarina para ver o local que o avião da Gol caiu em 29 de setembro do ano passado, após se chocar com o jato Legacy. Silva até agora não aceita a tragédia. "Quero tentar resgatar o acidente e fechar esta história". Ele disse que teve a impressão de que esse um ano que se passou "parece que não existiu".
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Ele era casado com a médica Ana Maria Caminha Maciel Silva, que morreu no acidente. Ela trabalhava na Secretaria de Saúde de Boa Vista, em Roraima. Silva morava no Estado de Pernambuco e pretendia se mudar para Boa Vista.
"Essa é uma situação inesperada e inacabada. As coisas aconteceram de forma atropelada", disse Silva, que não chegou a ver o corpo da mulher. Ele encomendou uma missa de sétimo dia, mas o corpo ainda não havia sido resgatado.
Silva irá ao local do acidente com três integrantes do Corpo de Bombeiros. Os parentes das vítimas fizeram um sobrevôo no local no sábado. Ele não quis ir porque não desceria no ponto do acidente, como fará agora.



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