A Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907, da Gol, não reconhece o número de 32 indenizações fechadas entre a empresa e os familiares, divulgado nesta sexta-feira pela companhia.
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De acordo com dados da associação, das 154 famílias envolvidas, 110 ingressaram na Justiça dos Estados Unidos, cinco no Brasil e outras 14 ainda não constituiram advogado, totalizando, 139. Como o acidente envolveu 154 pessoas, a associação acredita que o número de indenizações efetivamente fechadas seja inferior a 20.
"No convite enviado ainda nesta semana para uma homenagem às vítimas, em Brasília, a Gol contabilizava 63 befeficiários contemplados. De repente, esse número salta para 82, em um total de 32 famílias. Alguma coisa está errada. Com três membros por família, o número de 63 beneficiários até faria sentido", diz Angelita de Marchi, que perdeu o marido no acidente.
O militar Marcelo Ildefonso Marques dos Santos, 44 anos, diz que passado um ano do acidente, a pressão psicológia sobre os familiares para que haja um acordo é muito grande.
"Não é uma pressão direta, mas indireta, por parte da empresa. Eles divulgam esses números, mostram que há interesse em resolver a questão de forma rápida e muitas pessoas não têm estrutura para esperar um julgamento. Há muita gente simples que precisa resolver situação financeira o mais rápido possível", diz.
A Gol mantém as informações divulgadas em nota oficial nesta sexta-feira. Os valores das indenizações às 32 famílias, informados pela empresa, não foram divulgados sob a alegação de de privacidade e segurança.
De acordo com a companhia, esses valores foram calculados com base na renda que as vítimas possuíam.



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