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 Resgate foi o mais marcante da vida de major
30 de setembro de 2007 05h39 atualizado às 05h50

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O coordenador de Respostas a Desastres e Reconstrução da Defesa Civil de Mato Grosso, major do Corpo de Bombeiro Militar Licinio Ramalho Tavares, relembra o trabalho de identificação dos corpos das vítimas do vôo 1907 como o mais marcante de sua carreira, por causa da quantidade de pessoas, o estado dos corpos e as dificuldades de acesso ao local. Ele foi para fazenda Jarinã no dia 02 de outubro e permaneceu no local em torno de 11 dias.

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"Nós, bombeiros, somos acostumados a lidar com trabalho de resgate, mas nada com uma quantidade tão grande de pessoas. Normalmente, lidamos com casos que tem no máximo três vítimas. É realmente triste lidar com resgate, mas é nosso trabalho", destacou Tavares.

Ele falou que o serviço aéreo de resgate da Aeronáutica foi responsável por retirar os corpos na mata e eles faziam a identificação. Foi necessário montar um Instituto Médico Legal (IML) improvisado para fazer a identificação. "Os corpos eram mantidos em um caminhão frigorífico, enquanto era feita a identificação", disse Tavares.

O major explica que a equipe de identificação analisava os corpos, olhava se tinham aliança e qual nome gravado, se tinham identidade, pertences, as roupas, acessórios e tatuagens

"Eles eram lavados, arrumava-os, tirávamos fotos das vítimas e era colocadas etiquetas no braço, no invólucro onde estavam e no saco de pertence. Uma profissional de Brasília fazia a identificação das digitais. Os peritos coletavam material para exames de DNA", explica.

Segundo ele, o trabalho não tinha hora para terminar. A aeronáutica saía de manhã, trazia em torno de 30 corpos para identificação. Somente no final da tarde as vítimas eram enviadas no avião Búfalo para a Serra do Caximbo.

Sobre as imagens dos corpos que percorreram a Internet, ele ressalta que corpos queimados não eram de vítimas do acidente. "Apenas alguns dos ocupantes do avião tiveram queimadura", disse.

Ao todo, segundo Tavares, em torno de 150 pessoas foram mobilizadas no trabalho, entre membros da aeronáutica, exercito, policia civil, corpo de bombeiros, além da imprensa, que acompanhou o resgate.

Redação Terra