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PR: 1,5 milhão de alunos do Estado ficam sem aulas

30 de agosto de 2007 12h52 atualizado às 13h41

A manifestação reivindica a aprovação do piso salarial, alterações no Plano de Cargo e Carreira e pagamento de progressões e promoções atrasadas. Foto: Susan Cruz/Especial para Terra

A manifestação reivindica a aprovação do piso salarial, alterações no Plano de Cargo e Carreira e pagamento de progressões e promoções atrasadas
Foto: Susan Cruz/Especial para Terra

Professores e servidores da rede estadual de ensino do Paraná fazem um dia de mobilização para relembrar um incidente envolvendo educadores e o governo do Estado, há 19 anos, e reivindicar a aprovação do piso salarial, alterações no Plano de Cargo e Carreira (PCC) e pagamento de progressões e promoções atrasadas, entre outros. A manifestação batizada de "Dia de Luto e Luta" dos educadores paranaenses, deixa cerca de 1,5 milhão de alunos de escolas estaduais do Paraná sem aula nesta quinta-feira.

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A paralisação teve início às 9h com uma concentração em frente à Universidade Federal do Paraná, (UFPR) em seguida, a marcha partiu para o Palácio das Araucárias, no Centro Cívico, onde representantes dos trabalhadores se reuniram em uma audiência com membros do governo.

Segundo Marlei Fernandes, membro da diretoria da Associação dos Professores do Paraná (APP), professores de todo o Paraná participam da paralisação. "Nossa reivindicação nacional é o piso da categoria que não é atualizado há anos. Acreditamos que esse é o momento de unidade de Norte a Sul do País para essa conquista. Todo Estado está paralisado, 30 ônibus vieram do interior para somar forças nessa mobilização", afirma Marlei.

O Presidente da APP, José Lemos, ressaltou os motivos da manifestação. "Até o nosso direito a greve o governo quer proibir. Queremos nosso direito de fazer greve. Nosso salário está congelado, não temos um número adequado de alunos em sala de aula para que a qualidade do ensino seja melhor, essas mudanças são necessárias, precisamos de mais recursos voltados para a educação", afirmou.

"Hoje rememoramos o triste episódio em que fomos recebidos com cães, cavalos e policiais em uma de nossas manifestações", disse. Os professores se referem ao incidente de 30 de agosto de 1988, quando um protesto foi reprimido com violência, segundo eles, pela Polícia Militar, no governo Álvaro Dias. O "Dia de Luto e Luta" é lembrado anualmente.

Naíme Olivia Mazetti diz que é uma "sobrevivente" do episódio. "Hoje faz 19 anos que vivenciamos aquele momento horrível, faltou respeito, nada se consegue com violência. Lamento pelo governo, que deu um péssimo exemplo. Tenho muitos colegas com seqüelas daquele dia, foi marcante demais. Que esse episódio não caia no esquecimento, para que nunca mais se repita", afirmou.

Redação Terra