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Homem corta pênis por causa de religião em SP

28 de agosto de 2007 13h06 atualizado em 30 de agosto de 2007 às 15h23

Um homem de 32 anos de idade, separado da mulher há poucos dias, cortou o próprio pênis por pensar que sua religião não aceitava o fim do seu casamento e o proibia de se relacionar com outras mulheres que não fossem sua esposa. O caso aconteceu na noite dessa segunda-feira, em Tanabi, interior de São Paulo, a 478 km da capital.

» Guia espiritual nunca soube de fiel que tenha cortado pênis
» CORREÇÃO: Homem corta pênis em SP

Freqüentador da igreja Congregação Cristã do Brasil, J. R. C. há mais de um ano não convivia com a mulher, de quem não se divorciara porque a separação de casais somente é permitida pela igreja em caso de adultério. O casal havia se separado por incompatibilidade de gênios.

O homem entrou no banheiro de sua casa, no conjunto Centenário, periferia de Tanabi, e deu início a automutilação usando uma tesoura caseira. A polícia foi chamada e, ao chegarem no local, os bombeiros e PMs o encontraram sentado no vaso sangrando muito.

"Quando chegamos, ele jogou a tesoura fora, mas a quantidade de sangue nos assustou", disse um PM que atendeu a ocorrência. O mesmo policial militar, que não quis ser identificado, disse que o homem tinha se separado havia pouco tempo da mulher, com quem era casado havia alguns anos.

"Ele ficou revoltado ao saber que não poderia manter relações sexuais com outra mulher e também não queria largar a igreja", contou o PM.

O homem foi levado ao pronto-socorro da Santa Casa de Tanabi para atendimento de emergência.

A pedido da família, nem a polícia nem o hospital quiseram passar mais informações sobre o caso. Uma atendente do hospital disse que o pênis não chegou a ser decepado, no entanto, a informação não podia ser confirmada oficialmente.

O ancião (guia espiritual) da igreja em Tanabi, Saulo Cândido da Silva, disse que em 37 anos de congregação nunca viu algo semelhante. "Nunca vi isso na vida. A doutrina de nossa religião, que é evangélica e igual a de outras, não proíbe, mas apenas recomenda que não se faça sexo fora do casamento. Ela também só aceita a separação se for por motivo de infidelidade, mas as pessoas são livres, ninguém é perfeito", diz.

Ele disse ter conversado com o homem domingo e que recomendou uma aproximação do casal. "Como eles não queriam se divorciar porque não havia adultério, a gente tentou uma reaproximação, mas pelo jeito ela não aceitou", contou Cândido. Ele disse que ainda vai promover um novo encontro do casal para tentar uma reconciliação.

Redação Terra