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Conheça a biografia de Enéas Carneiro

06 de maio de 2007 20h35 atualizado às 21h58

Médico cardiologista, Enéas Carneiro nasceu em 1938, em Rio Branco, no Acre. Ele era filho de um barbeiro e uma dona de casa. Aos 9 anos perdeu o pai e começou a trabalhar para ajudar a família. Aos 20 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou a Escola de Saúde do Exército e, em 1959, graduou-se como terceiro-sargento auxiliar de anestesia.

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Deixou o Exército em 1965 e, no mesmo ano, formou-se na Faculdade Fluminense de Medicina, com especialização em cardiologia. Em 1989 decidiu ingressar na carreira política por insistência da mulher, segundo o próprio Enéas, que afirmava que a companheira estava saturada de ouvir o marido reclamar dos políticos e da situação do País.

Em 1989, fundou o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona). Com apenas 17 segundos na TV criou o bordão que lhe renderia 360 mil votos na eleição presidencial do mesmo ano.

Na campanha, defendia a construção da bomba nuclear brasileira, o aumento do efetivo militar do País e outras bandeiras nacionalistas, de acordo com a Agência Câmara. Enéas apresentava-se como um político radicalmente contrário ao aborto e à união civil de pessoas do mesmo sexo.

Em 1994, com pouco mais de um minuto na TV, Enéas ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, com 4,67 milhões de votos, perdendo apenas para os então candidatos no primeiro turno Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 1998, com 70 segundos na TV, Enéas conseguiu expor algumas de suas idéias nacionalistas, como a defesa da fabricação "pacífica" da bomba atômica para que o Brasil fosse "mais respeitado". Contudo, não conseguiu manter o bom desempenho da eleição anterior e terminou o pleito em quarto lugar, com 1,4 milhão de votos.

Logo após sua votação recorde para deputado federal em 2002, que garantiu vaga no Congresso para outros cinco deputados de seu partido, Enéas foi acusado pela Justiça Eleitoral de São Paulo de promover a venda de legenda a candidatos.

Nas eleições de 2006, já debilitado, foi reeleito deputado, cargo que exercia até o agravamento da doença.

Com agências

Redação Terra