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PMs que soltaram preso estariam sob nova suspeita

27 de abril de 2007 08h10

O mesmo grupo de policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar (Estácio), do Rio de Janeiro, que teria liberado de forma suspeita o traficante Thiago de Mello Castro, o TH, também é investigado por não ter apresentado à Polícia Civil supostas armas apreendidas no dia da invasão ao morro da Mineira. A informação estaria em um relatório da averiguação sumária feita pela Corregedoria da corporação, ao qual O Dia teve acesso.

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Com base em seqüência de fotos feitas na hora em que os cinco foram detidos na caçamba de um caminhão no Cemitério do Catumbi, a Polícia Militar teria constatado que havia objetos no local onde o grupo estava escondido e admitiu, no relatório, que podem ser armas.

Esse material não foi apresentado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde foi feito o flagrante. No dia da invasão, que deixou 13 mortos, quatro pistolas e um fuzil foram recolhidos com os cinco jovens presos e apresentados na delegacia. Outros sete fuzis foram achados na favela durante a operação.

O relatório da investigação informa que o Centro de Criminalística da corporação preparou um laudo sobre as fotografias, que não indicou a existência de um arsenal, mas também não descartou essa hipótese.

O corregedor da corporação, coronel Paulo Ricardo Paul, confirmou que está sendo apurado se havia com os bandidos mais armas, que não foram apresentadas. TH é apontado como o líder do ataque à Mineira. Ele foi liberado porque PMs omitiram que teria participado da ação.

Ao todo, 11 policiais são investigados. Um deles, o tenente Jorge Eduardo Prates da Silva, teve prisão decretada pela Justiça, acusado de falso testemunho. Em novo depoimento, quarta-feira, o oficial mudou suas declarações e alegou não ter lido o registro de ocorrência.Outros três PMs foram afastados da função e estão respondendo a conselhos disciplinares, que podem levá-los à expulsão.

A seqüência de fotos mostra que os policiais, depois de prender os suspeitos e obrigá-los a deitar no chão, ficaram observando por algum tempo o que havia dentro da caçamba. Pelo menos um deles chegou a entrar no caminhão.

Em seguida, os mesmos PMs, entre eles o tenente Prates, mandaram as equipes de reportagem se afastar do local. Segundo o relatório, os policiais teriam decidido impedir que os jornalistas permanecessem perto do caminhão para que eles não pudessem registrar o que haveria na caçamba.

O Dia
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