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Jornal: médicos socorrem PMs sob 'escudos' no Rio

30 de março de 2007 08h46 atualizado às 08h49

Matéria do jornal Washington Post descreve o dia-a-dia de paramédicos militares que se aventuram nas favelas do Rio de Janeiro para resgatar e socorrer policiais feridos em confrontos com as gangues do tráfico. A matéria relata como os médicos têm de socorrer seus pacientes formando "escudos de proteção" contra o fogo hostil das gangues.

Descrevendo a intensidade dos armamentos de um grupo que deixa sua base portando rifles M16 e pistolas automáticas, o correspondente do jornal escreve. "Esta equipe médica da Polícia Militar no Brasil pode - e muitas vezes o faz - disparar centenas de balas contra qualquer um que coloque ameaça durante uma operação de resgate".

Freqüentemente surpreendida no meio do tiroteio, diz o repórter, a equipe "sonha" em trocar seus veículos pelos chamados 'caveirões' - veículos blindados, parecidos com tanques de guerra, utilizados pela Polícia Militar, e duramente criticado por grupos de direitos humanos por sua agressividade.

"Alguns debatem se é apropriado aplicar a palavra 'guerra' à violência da favela, mas os membros da equipe rechaçam essa discussão como uma nonsense semântica."

"Diga aos paramédicos que pela Convenção de Genebra as ambulâncias são unidades não-combatentes, e eles sugerem que quem escreveu essas regras nunca dirigiu por uma favela carioca uma ambulância branca com as palavras 'Polícia Militar' escritas do lado."

BBC Brasil
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