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Diferença de expectativa de vida entre regiões cai

 . Foto: Redação Terra


Foto: Redação Terra

A coleção Estatísticas do Século XX, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), destaca a diminuição de diferenças profundas de expectativa de vida entre as regiões do País ao longo do último século. O levantamento mostra também que a expectativa de vida para homens cresceu 31 anos entre 1910 e 1990 e, para mulheres, 34,5 no mesmo período.

Em 1940, a maior esperança de vida encontrava-se na região Sul (50,1 anos), e a menor, na região Nordeste (38,2 anos), uma diferença de quase 12 anos. No fim do século, a região Sul ainda detém o posto de região com a maior expectativa de vida, com 68,7 anos em 1990, e o menor valor ainda está no Nordeste (64,3 anos em 1990), mas a diferença entre eles diminui para 4,4 anos.

A pesquisa revelou que a expectativa de vida do homem brasileiro passou de 33,4 anos em 1910 para 64,8 anos em 2000. Para as mulheres, a expectativa passou de 34,6 anos em 1910 para 69,1 anos em 1990.

Causas das mortes mudam
No início do século passado, as doenças que mais provocavam mortes eram as infecciosas e parasitárias, enquanto no fim do século o maior peso ficava com as doenças crônicas e degenerativas. O percentual de mortes violentas também é crescente ao longo do período.

O exemplo do Rio de Janeiro é representativo. Em 1908, segundo o primeiro Anuário Estatístico do Brasil, das 26.826 pessoas que morreram na cidade, 9.046 foram vítimas da varíola e 3.616, da tuberculose. Ou seja, as duas doenças juntas foram responsáveis por 47,20% das mortes daquele ano na capital. Houve 661 mortes violentas na capital, o que representa 2,46% do total e inclui suicídios e acidentes.

No fim da década de 1930 e início da de 1940, o grupo das doenças infecciosas e parasitárias ainda era a maior causa de mortes no Rio, responsável por 30,90% dos 94.491 óbitos. O segundo maior grupo era o das doenças do aparelho digestivo (16,45%), vindo a seguir as do aparelho circulatório (14,52%) e as do aparelho respiratório (não tuberculosas), com 11,65%. O percentual de mortes violentas ou acidentais era de 4,34%.

Na década de 1960 o panorama já era bem diferente. Em 1962, quando houve 34.145 mortes na cidade, o percentual de vítimas de doenças infecciosas e parasitárias havia caído para 12% do total e sido superado pelas doenças circulatórias (19%). Ganharam importância também as mortes por câncer (11%) e doenças do sistema nervoso (10%). As do aparelho digestivo caíram para 8% e as do respiratório, para 7%. Por outro lado, subiu para 8% o percentual de mortes por "acidentes, envenenamentos e violências".

Já em 1999, a maior causa de morte no Rio de Janeiro eram as doenças do aparelho circulatório (33,2%), seguida pelo câncer (17,1%). As mortes por causas externas (acidentes e violência) tornaram-se a terceira mais importante, com 12,9% do total. As doenças do aparelho respiratório representavam 12,1%, enquanto as doenças infecciosas e parasitárias caíram para 5,9%.

Jornal do Brasil
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