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SP: barracos são retirados da rota de Bush

07 de março de 2007 12h01 atualizado às 13h16

Maria da Cruz foi surpreendida com a notícia da demolição do seu barraco. Foto: Vagner Magalhães/Terra

Maria da Cruz foi surpreendida com a notícia da demolição do seu barraco
Foto: Vagner Magalhães/Terra

A chegada do presidente americano George W. Bush ao Brasil, nesta quinta-feira, acelerou a retirada de algumas famílias que ocupavam de forma irregular uma calçada da rua John Baird, no Brooklin. O local, que servia como moradia e ponto de comércio para três famílias, com cerca de 15 pessoas, era ocupado há pelo menos cinco anos.

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A rua, que ficará fechada nesta quinta e sexta-feira, é uma das que dá acesso ao hotel Hilton, que hospedará o presidente dos Estados Unidos.

Pela manhã, funcionários da sub-prefeitura de Pinheiros, guardas civis metropolitanos e funcionários da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) começaram a demolição. O aviso de que os barracos de alvenaria seriam retirados dali veio um dia antes.

"Já haviam nos avisado anteriormente que teríamos de sair daqui. Mas a prefeitura se comprometeu a fazer a retirada somente quando houvesse algum lugar para que pudéssemos ser levados. Com a chegada do presidente dos Estados Unidos, o processo foi acelerado e agora não temos para onde ir", diz Maria da Cruz, 51 anos, moradora do local.

"Sempre vivemos aqui e nunca provocamos qualquer problema. Não somos terroristas e não havia motivo para nos tirarem às pressas do local", disse.

Maria dividia o barraco com o marido, dois filhos e alguns netos, que costumavam passar parte da tarde no local, no retorno da escola. Além da moradia, ela comercializava verduras e legumes em um anexo à casa.

Procurados no local da remoção, funcionários da Administração Regional de Pinheiros não se pronunciaram sobre o assunto.

De acordo com um funcionário de um estacionamento que fica ao lado dos barracos retirados, policiais militares e membros do Exército, que estiveram no local na véspera, afirmaram que a retirada foi por medida de segurança, já que as construções eram irregulares.

Sem saber para onde ir, Maria da Cruz afirmou que pretende ficar na região. E depois que tudo isso passar, quem sabe, reconstruir a sua casa no mesmo local.

Redação Terra