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 Paraguai destrói plantação de maconha na fronteira
17 de janeiro de 2007 15h18 atualizado às 15h56

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Em sete dias de trabalho, uma operação da polícia paraguaia conseguiu destruir 264 hectares de maconha na região de Capitán Bado, cidade do norte do país que faz fronteira com a sul-mato-grossense Coronel Sapucaia, a 400 km de Campo Grande. A região é uma das maiores zonas produtoras de maconha na América do Sul e a maior parte da produção segue para abastecer o mercado clandestino brasileiro. A operação, coordenada pela Secretaria Nacional Anti-Drogas (Senad), termina hoje.

Se os traficantes tivessem feito a colheita, as plantações teriam rendido pelo menos 790 toneladas da droga. O número equivale a quase cinco vezes o volume total de apreensões de maconha feitas no Brasil em todo o ano passado (161 toneladas).

Pelo menos 40 homens participam diretamente da erradicação das plantações. A maior parte delas fica escondida em áreas de difícil acesso, no meio de reservas florestais de fazendas da região. Depois que o helicóptero localiza as áreas, policiais seguem por terra para fazer a destruição. Os pés de maconha são arrancados e queimados no próprio local.

Segundo a Senad, também foram destruídos acampamentos clandestinos usados pelos traficantes e 12 prensas usadas para embalar a maconha. Nas incursões, os policiais também encontraram mais de quatro mil quilos de maconha já colhidos e prontos para consumo.

Redação Terra