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"Plano de emergência" pode dobrar jornada nos aeroportos

21 de dezembro de 2006 09h10 atualizado às 10h09

Tendo em vista uma nova onda de atrasos e cancelamentos de vôos nos feriados de fim de ano, a Infraero elaborou um plano de emergência para ser acionado em situações críticas. Se necessário, os funcionários dos aeroportos deverão ter seus turnos estendidos em até o dobro do normal. Neste plano emergencial estão incluídos apenas os funcionários da Infraero, o que descarta a participação dos controladores de vôo que operam nas torres dos aeroportos.

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As equipes preparadas pela Infraero são os funcionários da área de operação, segurança, administração e o chamado pessoal de pátio, que trabalha na manobra de aeronaves.

Segundo a assessoria da Infraero em Brasília, a maioria dos turnos é de oito horas, com exceção dos operadores de pista, que trabalham seis horas. Em caso de uma nova crise aérea, eles podem estender o turno por mais quatro ou cinco horas, ou dobrar o turno trabalhado.

A média de atrasos superiores a uma hora registrados pela Anac nos últimos dias tem sido de 30% em todos os aeroportos do País.

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, afirma que não espera que sejam registrados problemas nos aeroportos do País no período dos feriados de Natal e fim de ano. No entanto, ele deixou claro que a situação dos aeroportos não estará normalizada antes de março de 2007, devido ao período de alta temporada.

Os controladores de vôo, apontados como os responsáveis pela crise no setor aéreo, promoveram medidas que, segundo eles, aumentariam a segurança das aeronaves. As medidas foram acionadas após o acidente com o avião da Gol, em Mato Grosso, em setembro. A principal delas foi aumentar o espaçamento de horários entre os vôos e entre as aeronaves.

O presidente do Sindicato Nacional dos Controladores de Vôo, Jorge Botelho, no entanto, garantiu que, no fim de ano, não haverá a chamada "operação padrão". Segundo ele, problemas podem ocorrer devido ao grande acúmulo de tráfego, mas não haverá nenhuma greve.

Redação Terra