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 Perdizes: filho de casal morto confirma versão de suspeito
28 de novembro de 2006 20h58 atualizado às 21h46

Rogério Tavares, 42 anos, filho do casal Sebastião Esteves Tavares, 71 anos, e Hilda Gonçalves Tavares, 67 anos, mortos a facadas no úlltimo dia 17 no bairro de Perdizes, em São Paulo, prestou depoimento até as 20h no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o advogado de Rogério, Aloísio Medeiros, seu cliente confirmou a versão do crime dada por Luís Eduardo Cirino, 29 anos, que confessou o assassinato. Ele disse que viu apenas um assaltante na casa.

Quando prestou depoimento na semana passada, Cirino chegou a dizer que havia outra pessoa com ele, mas depois voltou atrás e afirmou ter feito tudo sozinho. "Não existiu esta segunda pessoa. Isso é uma fantasia", disse Medeiros.

O delegado Rodolpho Chiarelli, que preside o inquérito, afirmou que o caso está esclarecido, mas não concluído. Segundo ele, as investigações continuarão. Serão ouvidos o irmão de Rogério, Valter Tavares, e a avó dele, Isaura Gonçalves, 93, que estava na casa no momento do crime.

De acordo com Chiarelli, Valter poderá colaborar informando sobre a relação de seu irmão com os pais e dando detalhes da casa, já que morou lá por vários anos.

Além dos parentes das vítimas, devem depor o serralheiro que trabalhava na troca do portão externo da garagem da casa onde ocorreu o crime e duas pessoas que faziam uma mudança em um imóvel em frente ao local.

Rogério ficou no DHPP por cerca de cinco horas. Além do depoimento, fez exame de corpo de delito e teve seu ferimento no pescoço, ocorrido no dia do crime, fotografado.

Redação Terra