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 Assassino confesso de idosos diz que agiu sozinho
23 de novembro de 2006 19h57 atualizado às 20h17

O advogado do assassino confesso do casal de idosos do bairro Perdizes, em São Paulo, Yvan Gomes Miguel, saiu do DHPP por volta das 18h40 e afirmou que Luís Eduardo Cirino chegou a dizer no depoimento que havia outra pessoa na casa no momento do crime. Esta pessoa teria sido responsável pelas facadas no casal de idosos. Depois, Cirino voltou atrás dizendo "vou segurar" e reafirmou que planejou tudo e agiu sozinho, segundo o advogado.

O próprio Cirino disse à imprensa na tarde de hoje que a ligação ouvida por sua mãe, que acreditou ser de um comparsa do filho, era de um amigo.

Para o delegado Rodolpho Chiarelli, a história "não tem pé nem cabeça" e não resistiu a duas perguntas formuladas pelos policiais. O delegado disse ainda que só há marcas da presença de um bandido na casa e que, se alguém o ajudou, foi de outra forma.

Telefones
Chiarelli afirmou ainda que a polícia vai pedir a conta telefônica detalhada do telefone celular de Cirino para saber de quem foi a ligação ouvida pela mãe, e que as investigações não descartam nenhuma hipótese. De acordo com Chiarelli, a versão dada pela mãe também será analisada.

Amanhã, o delegado fará contato com os peritos para a elaboração dos laudos. Na próxima semana, continuarão os depoimentos. Devem depor Rogério Tavares, 42 anos, filho do casal assassinado, um serralheiro e um pedreiro que trabalhavam na casa, a empregada doméstica, um porteiro e pessoas que estavam na rua próximo ao horário do crime.

Redação Terra