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Vedoin inocenta Humberto Costa e Barjas Negri

07 de novembro de 2006 18h17 atualizado às 19h35

Vedoin prestou depoimento ao Conselho de Ética da Câmara. Foto: Agência Câmara/Divulgação

Vedoin prestou depoimento ao Conselho de Ética da Câmara
Foto: Agência Câmara/Divulgação

O empresário Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam, negou nesta terça-feira, em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, o envolvimento dos ex-ministros da Saúde Humberto Costa e Barjas Negri na máfia de compra de ambulâncias superfaturadas. O empresário, porém, confirmou que fazia negociações com seus assessores. "Não posso dizer que os ministros sabiam ou estavam infiltrados no esquema", declarou.

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» CORREÇÃO: Vedoin inocenta Humberto Costa e Barjas Negri

Em cerca de duas horas de depoimento, Vedoin também foi questionado pelos relatores sobre a participação de todos os deputados acusados de envolvimento da máfia das ambulâncias. Dos 67 parlamentares investigados, Vedoin inocentou quatro - Pedro Henry (PP-MT), João Batista (PP-SP), Laura Carneiro (PFL-RJ) e Wellington Roberto (PL-PB). Ele afirmou nunca ter dado nenhum tipo de propina a eles.

Com outros dois parlamentares, o empresário tentou negociar a verba, porém a liberação de emendas não se concretizou. Com a deputada Celcita Pinheiro (PFL-MT), o pagamento chegou a ser feito, porém o cheque não foi compensado por estar sem fundo.

Com relação ao deputado Érico Ribeiro (PP-RS), Vedoin disse que fez o pagamento de ajuda de campanha, teve um princípio de conversa, porém a emenda nunca foi liberada pelo parlamentar.

Abel Pereira
O empresários também reafirmou que Abel Pereira, ligado ao ex-ministro Barjas Negri, ajudou, em 2002, na liberação de algumas emendas. Vedoin voltou a afirmar ainda que a ex-assessora da pasta Maria da Penha Lino era o canal dentro do Ministério da Saúde e que, no Congresso, o deputado Lino Rossi (PP-MT) era a peça-chave para a realização do esquema.

Quando terminaram os questionamentos dos paralmentares, o empresário deveria responder a seus advogados, mas ele se recusou. Vedoin alegou que, no convite enviado pelo Conselho, não havia menção de que ele teria que responder aos advogados dos investigados. Como ele falou na condição de colaborador, podia escolher a quem responderia.

Redação Terra