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Embaixador brasileiro defende fuzilamentos em Cuba

11 de julho de 2003 02h30

O embaixador brasileiro em Havana, Tilden Santiago, justificou ontem a decisão do governo cubano de fuzilar três seqüestradores de um barco, que chamou de terroristas. "O regime cubano tinha o direito de se defender da tentativa de desestabilização estimulada pelos Estados Unidos", disse Santiago sobre a execução dos homens que seqüestraram um barco em abril para fugir para os Estados Unidos.

O embaixador comentou o fato ao anunciar a primeira viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ilha, em setembro próximo. "Se Luiz Inácio Lula da Silva sofresse uma desestabilização semelhante, o governo brasileiro teria que tomar providências. Se também tentarem desestabilizar Lula, teremos que tomar nossas medidas", disse Santiago, que lembrou que o representante americano em Cuba promovia reuniões periódicas para "alimentar a desestabilização e a oposição ao regime de Fidel Castro".

"É preciso entender em que contexto as coisas aconteceram e Lula, que está consciente desta situação, viajará sabendo que hoje o Brasil é considerado por Cuba como o país que pode operar a integração latino-americana", continuou. Santiago destacou ainda que o Brasil precisa atrair Cuba para "o mundo das nações que promovem e respeitam os direitos humanos". O Brasil adotou uma postura pragmática ao abster-se de votar uma condenação de Cuba nas Nações Unidas, concluiu Santiago.

AFP
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