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 Brasil está melhor, mas desigualdades persistem
07 de julho de 2003 16h26 atualizado em 09 de julho de 2003 às 17h53

 . Foto: Terra


Foto: Terra

A qualidade de vida vem melhorando no Brasil nos últimos dez anos, mas as desigualdades sociais se acentuam ao invés de decrescer. Quem afirma é o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que, em seu relatório divulgado em Dublin, coloca o Brasil na 65ª posição, atrás de outros latino-americanos como Uruguai, Costa Rica, Chile, Cuba e México, mas na frente de Venezuela, Peru, Paraguai e Equador. A posição é desconfortável, mas mostra um crescimento em relação ao ano passado, quando o País foi classificado como o 73º país no ranking.

Os responsáveis pela melhora foram a equiparação do número de meninos e meninas matriculadas na escola, eqüidade de oportunidades a homens e mulheres e no aumento da expectativa de vida. As estatísticas mostram ainda que os brasileiros têm uma expectativa de vida que chega a 67,8 anos e que a renda per capita passou de R$ 7.349 para R$ 7.360.

Entretanto, o texto aponta uma tendência crescente de concentração de renda, que, caso se mantenha, impedirá o País de atingir a meta de redução da pobreza em 50% até 2015. De acordo com o Pnud, 10% dos lares mais ricos do Brasil têm 70 vezes a renda dos 10% mais pobres. Além disto, o País também apresenta grandes desigualdades entre regiões.

Conforme as últimas estatísticas disponíveis, o Sul é a única região que, se mantiver as tendências atuais, conseguirá reduzir à metade a proporção de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza até 2015. O relatório também aponta uma queda no nordeste, no centro e no sudeste do País. O Norte é a única região onde a pobreza aumentou, passando de 36% em 1990 para 44% em 2001. "A culpada não é a escassez de recursos, mas uma persistente e alta desigualdade", ressalta o relatório, segundo o qual também houve um retrocesso do índice de desenvolvimento humano dessa região.

Redação Terra