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 Mais brasileiros estão estudando no exterior, diz relatório
18 de setembro de 2006 09h22

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O número de universitários brasileiros que estudam o exterior passou de 11 mil para 20 mil nos últimos anos. O número reflete um crescimento mundial, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado semana passada. Os brasileiros, no entanto, representam apenas 2,7 milhões de jovens do mundo todo que estão estudando fora. E 0,5% da quantidade de alunos de graduação e pós no Brasil, que chegam a 4 milhões.

Na Universidade de São Paulo (USP), o número de bolsas concedidas a estudantes de mestrado e doutorado aumentou de 603 em 1996 para 2.093. A entidade tem cerca de 250 convênios com instituições de ensino estrangeiras, para intercâmbio de estudantes.

Os dados, divulgados pelo jornal de O Estado de São Paulo, mostram que a globalização e as políticas de incentivo à internacionalização das universidades em todo o mundo são as principais razões da mudança. Currículos comuns, acordos de cooperação e programas de estímulo são comuns na União Européia.

Segundo a OCDE, os jovens que mais viajam para estudar são os asiáticos, representando 45% do total. A seguir vêm os europeus, com 25%, os africanos, com 12%. A América do Sul vem em último lugar, com apenas 6%.

Entre os brasileiros, as universidades americanas atraem mais de 35% dos universitários. Portugal vem em segundo lugar, com 11,4%, seguido pela França, com 8%, e Reino Unido com 5%.

Redação Terra