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Segurança volta atrás e não reconhece suspeitos

19 de junho de 2003 17h07 atualizado em 20 de junho de 2003 às 04h05

Retrato falado do assassino de Alcir Tomasi. Foto: Divulgação

Retrato falado do assassino de Alcir Tomasi
Foto: Divulgação

O cabo Nivaldo Ferreira dos Santos, segurança do filho do presidente Lula, havia identificado na tarde de ontem os homens que mataram o sub-tenente Alcir Tomasi, baleado no assalto de ontem à noite, em Santo André (SP). No depoimento oficial, no entanto, ele mostrou ter dúvidas sobre a culpa dos suspeitos. Alegou, apenas, que eles tinham "grande semelhança" com os assaltantes. Estão sendo aguardados os resultados dos exames residuais que mostram se há marcas de pólvora nas mãos dos suspeitos, além dos exames de digitais. Os dois deverão ser ouvidos na 95ª DP e, em seguida, liberados.

Santos e Tomasi faziam a escolta de Sandro Luiz, 23, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, wm Santo André (SP), quando foram assaltados. Tomasi foi atingido na cabeça e morreu ontem pela manhã. Os dois suspeitos foram detidos no início da tarde e levados até o Hospital Geral do Exército, onde o cabo Santos está internado.

Um vizinho de Marlene Soares, namorada de Sandro Luiz, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, compareceu esta tarde na 95ª DP para fazer o reconhecimento de dois suspeitos. O rapaz chegou com o rosto coberto, acompanhado dos policiais do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil, ficou cerca de 30 minutos na delegacia e, de acordo com uma informação extra-oficial, não teria reconhecido nenhum dos dois suspeitos.

Sandro Luiz não viu quando os bandidos trocaram tiros com os seguranças porque estava dentro da casa da namorada. O automóvel levado pelos assaltantes foi localizado, logo depois, no bairro de Utinga, também em Santo André. O veículo permanece na Delegacia Seccional da cidade, para realização de perícia.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) determinou à Secretaria de Segurança Pública Estadual que dê prioridade às investigações. A Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República também estão envolvidos no caso.

O ministro das Cidades, Olívio Dutra, será o representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no enterro do sub-tenente Alcir Tomasi, amanhã, em Santa Maria (RS). Lula embarcou hoje de manhã para Washington, onde irá se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

A Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto divulgou nota com declarações do presidente Lula sobre a morte do sub-tenente. No texto, ele manifesta sua dor pela morte do militar. Diz, ainda, reconhecer as qualidades de "excelente e preparado profissional" do sub-tenente. Segundo a nota, o episódio de ontem "reforça a decisão deste governo em dar combate à violência, seja em suas raízes estruturais, seja em sua manifestação cotidiana que leva a intranqüilidade a todos os cidadãos brasileiros."

O sub-tenente Tomasi tinha 26 anos de serviço ativo no Exército. Estava, nos últimos três anos, exercendo atividade de segurança de autoridades na Presidência da República. O militar havia participado da missão de paz das Nações Unidas na geurra de Kosovo, na Europa, onde serviu por seis meses.

Redação Terra

o subtenente do Exército Alcir Tomasi morreu depois de ser baleado na cabeça