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Segurança do filho de Lula morre após assalto

19 de junho de 2003 11h24 atualizado às 19h02

Retrato falado do assassino de Alcir Tomasi. Foto: Divulgação

Retrato falado do assassino de Alcir Tomasi
Foto: Divulgação

Um dos seguranças de Sandro Luiz, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, morreu nesta manhã após ter sido baleado na cabeça ontem à noite. O subtenente do Exército Alcir José Tomasi fazia a segurança do carro de Sandro, no bairro Vila Industrial, em Santo André, São Paulo, quando foi abordado por quatro bandidos armados. O colega de Alcir, o cabo Nivaldo Ferreira, também foi atingido pelos tiros, mas passa bem. Por volta das 15h30 de hoje, Nivaldo reconheceu os dois suspeitos que haviam sido presos e foram levados até ele para a acareação. Mais tarde, voltou atrás e não identificou mais os homens como autores do assalto.

O carro da Presidência que transportava Sandro, um Astra, foi abandonado e recuperado ainda ontem. O filho de Lula nada sofreu e não viu a ação dos assaltantes, pois estava dentro de casa. Ele passará o feriado de Corpus Christi em Brasília, com a família.

Os dois homens suspeitos do crime foram presos hoje. As detenções ocorreram na favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Eles foram levados ao Distrito Policial de Heliópolis para prestar depoimento e, depois, ao Hospital Militar, onde está internado Nivaldo. O cabo primeiroos reconheceu, depois voltou atrás e não mais os identificou.

A polícia afirma que ambos têm as características do retrato-falado feito a partir de informações do cabo Nivaldo Ferreira, atingido no tórax e em uma das mãos durante o assalto. Informações extra-oficiais dão conta que os dois são irmãos.

O ministro das Cidades, Olívio Dutra, será o representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no enterro de Tomasi, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. A informação é da Secretaria de Comunicação da Presidência.

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República divulgou nota com declarações do presinte Luiz Inácio Lula da Silva sobre a morte do subtenente Alcir Tomasi:

"O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifesta ao povo brasileiro sua dor pela morte do Sub-Tenente do Exército Brasileiro Alcir José Tomasi, ocorrida nesta madrugada, quando exercia a função de segurança de Sandro Luís Lula da Silva, filho do Presidente, e Marlene de Araújo, sua namorada.

O Presidente Lula, Dona Marisa, Sandro Luiz e Marlene se solidarizam com a esposa, Dona Lúcia Tomasi, os filhos Felipe e Larissa, e familiares do Sub-Tenente Tomasi, reconhecendo as qualidades de excelente e preparado profissional, dedicado às diversas missões que lhe foram confiadas.

O Presidente Lula determinou que o Ministro das Cidades, Olívio Dutra, o representasse nas cerimônias de sepultamento que devem se realizar na Cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Este episódio reforça a decisão deste governo em dar combate à violência, seja em suas raízes estruturais, seja em sua manifestação cotidiana que leva a intranqüilidade a todos os cidadãos brasileiros."

Investigações
Em outro comunicado oficial, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSIPR) informou que Tomasi pertencia ao serviço ativo do Exército por mais de 26 anos, contribuindo em missões de paz como a que esteve em Kosovo, na Europa. O GSIPR determinou a instauração de um inquérito policial militar com a finalidade de apurar as circunstâncias do assassinato.

O superintendente da Polícia Federal (PF) em São Paulo, Francisco Baltazar, destacou oito agentes para tentar prender os assaltantes. Baltazar abriu um inquérito na PF. Isso pode provocar um conflito de atribuições, já que os dois militares pertencem ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, que também deve investigar o caso.

O delegado George Henry Millardi, da seccional de Santo André, abriu um inquérito para apurar o assalto e disse que não precisará ouvir Sandro, pois ele estava no interior da casa da namorada e não acompanhou a ação nem a troca de tiros. A polícia já divulgou o retrato falado de um dos assaltantes.

Agência Brasil

o subtenente do Exército Alcir Tomasi morreu depois de ser baleado na cabeça