Colômbia, com 39%, e El Salvador, com 40%, também estão entre os países que menos apoiam a democracia. Os países que mostram maior apoio à democracia são Costa Rica, Uruguai, ambos com 77%, e Venezuela, com 73% da população. Apesar do alto grau de apoio, o nível de insatisfação com a democracia se manteve elevado, de acordo com 60% da população. A satisfação ou insatisfação com a democracia, segundo as conclusões da sondagem, está relacionada com sua eficácia para resolver os problemas econômicos, sociais e políticos de um país.
Sessenta e seis por cento dos latino-americanos consideram que a democracia é indispensável para o desenvolvimento de seus países e que não pode haver democracia sem partidos políticos ou congressos. A pesquisa, que é realizada anualmente entre 17 países da América Latina e que representa a opinião de uma população adulta de 400 milhões de habitantes, revelou que 56% dos entrevistados acham que a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo.
A cifra representa um aumento de 8% de apoio à democracia pelos habitantes da América Latina em relação ao ano passado. A pesquisa não estabeleceu entretanto um consenso quanto ao significado da democracia, nem uma ordem de importância acerca de seus atributos mais relevantes.
Em seu discurso de abertura da primeira sessão plenária da Assembléia da OEA, a chanceler chilena, Soledad Alvear, explicou que esta insatisfação se deve aos "altos graus de exclusão social predominantes na região e à brecha existente entre realidade financeira transnacional e as demandas sociais internas".
A Argentina, junto com o México e o Peru, é o país com maior quantidade de "democratas insatisfeitos", que são aqueles cidadãos que apóiam esse sistema político mas não se sentem contentes em suas aspirações. Em geral, a maioria dos "democratas insatisfeitos" se liga a tendências políticas de direita (58%), indica o estudo.

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