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Perícia confirma que voz em funk proibido é de MC preso

26 de maio de 2006 01h53

Além das escutas telefônicas em que aparece conversando com o traficante José Renato da Silva Ferreira, o Batata, um dos líderes do Terceiro Comando Puro (TCP), Pedro Jorge Lopes, o MC Colibri, 38 anos, tem mais uma preocupação. Peritos confirmaram em laboratório que ele 'emprestou' sua voz para gravar funks proibidos, divulgados pela Internet e investigados pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI).

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Colibri foi indiciado, no fim do ano passado, por tráfico ao lado de outros 13 MCs, também acusados de cantar músicas que fazem apologia ao crime e a bandidos.

O teste foi feito ainda com os outros cantores e o resultado foi positivo para as vozes dos MCs Sabrina, Menor do Chapa, Menor da Provi, Frank, G3, Cidinho, Doca, Duda do Borel, Catra, Tan, Cula, Sapão e Mascote. O inquérito, em fase de conclusão, deve seguir para análise do Ministério Público.

Frank também foi indiciado por apologia ao crime em outra unidade especializada, a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), por ser o autor da letra de 'Bonde do 157', na qual enaltece roubos de carros em série. O processo está no 10º Juizado Especial Criminal. Os advogados do cantor tentaram um habeas corpus no fim do ano passado, alegando que Frank sofreu constrangimento ilegal, mas o recurso foi negado.

Cocaína e carros importados
MC Colibri foi preso em sua mansão, de três andares, na Gardênia Azul, Jacarepaguá, terça-feira à noite. Na casa, que tem até circuito interno de TV, foram apreendidos dois carros importados (um Honda Civic e uma Mitsubishi Pajero), além de três papelotes de cocaína. Em uma das ligações para Batata, ele pede droga: "Aí, descola, descola uma paradinha (droga) pra mim".

Durante as investigações, do Serviço de Repressão a Entorpecentes de Niterói, os agentes descobriram que adolescente de classe média, de 16 anos, morador de Três Rios, é o autor de uma comunidade em homenagem ao cantor no site de relacionamentos Orkut. O menor vai responder em liberdade por apologia ao crime.

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