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Morre em São Paulo o ex-ministro Fernando Lyra

14 fev 2013
18h18
atualizado às 20h25
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O ex-ministro da Justiça Fernando Lyra morreu na tarde desta quinta-feira no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo em decorrência de falência de múltiplos órgãos. Segundo o hospital, a hora da morte foi às 16h50.

O Ex-Ministro estava internado no Incor desde o dia 5 de janeiro para o tratamento de uma “descompensação de insuficiência cardíaca congestiva grave”, que o acometia há aproximadamente 20 anos. Além disso, Lyra passou por um quadro de infecção sistêmica e insuficiência renal aguda.  

Luto oficial
O governador de Pernambuco, Estado natal de Lyra, Eduardo Campos decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-ministro. Em nota de pesar, o governador expressou seus sentimentos pelo político.

"Pernambuco e o Brasil perderam hoje um grande nome da história deste Estado e deste País. A trajetória política de Fernando Lyra engrandeceu o Brasil. Ele foi um dos líderes da luta contra a ditadura militar, como deputado federal integrante do grupo autentico do MDB e como um dos coordenadores de campanhas como a das Diretas Já", disse.

Segundo nota do governo de Pernambuco, o corpo de Fernando Lyra será velado nesta sexta-feira, na Assembleia Legislativa do Estado.

Dilma lamenta morte
Em nota oficial, a presidente Dilma Rousseff lamentou a morte de Fernando Lyra, um dos "mais expressivos defensores" da democracia brasileira. "Primeiro ministro da Justiça da redemocratização, Lyra foi o responsável pelo fim da censura oficial, passo fundamental na reconquista da liberdade de expressão no País", disse a presidente.

Classificando o ex-ministro de "exímio articulador político", Dilma destacou a "atuação relevante" de Lyra na Assembleia Constituinte, representando "com brilho os eleitores de Pernambuco na Câmara dos Deputados por 28 anos". "Em nome de todas as brasileiras e de todos os brasileiros, apresento meus votos de pesar a sua mulher, Márcia, suas três filhas, familiares e amigos, neste momento de dor", concluiu Dilma.

Fonte: Terra

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