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Moradores são retirados por risco de barragem romper no PI

15 mai 2009
18h46
atualizado às 20h10

A barragem de Algodões 1, no norte do Piauí, corre o risco de romper por causa das chuvas que atingem o Estado. Ontem, o volume do reservatório chegou ao limite e a água chegou a vazar por algumas fissuras na parede da represa. Desde a última quarta-feira, famílias que vivem na região foramretiradas da área de risco.

A chuva afetou 86.215 pessoas no Piauí
A chuva afetou 86.215 pessoas no Piauí
Foto: Yala Sena / Especial para Terra

O governo do Estado começou as obras de recuperação da parede do reservatório, mas depende de que a chuva pare para concluir o trabalho de reparo dos danos causados pelo volume de água acima do normal. Uma estrada que dá acesso à barragem também foi interditada

As 2,6 mil famílias retiradas da região vizinha ao reservatório, nos municípios de Cocal e Buritis dos Lopes, estão alojadas em abrigos e prédios públicos e recebem auxílio da Defesa Civil.

No Estado, 17 mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas em 40 municípios. Por causa das chuvas, a superintendência regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) decidiu fechar o Parque Nacional de Sete Cidades, no norte do Estado.

De acordo com o superintendente do Ibama do Piauí, Romildo Mafra, aschuvas interditaram os acessos de visitantes em carros e motos. "Há alagamentos e grande quantidade de atoleiros em toda a área". A interrupção será temporária, mas ainda não há previsão para reabertura do parque.

Mais chuvas
Segundo a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, os desastres provocados por fortes chuvas e enchentes já deixaram 226.224 pessoas desalojadas, aquelas que estão hospedadas com amigos ou familiares, e 116.007 desabrigados, ou seja, aquelas que tiveram de deixar suas casas e dependem de abrigos públicos. De acordo com o órgão, 1.339.113 pessoas foram afetadas em 13 Estados.

Segundo notificações das defesas civis estaduais, 44 pessoas morreram por causa dos desastres em oito Estados: Ceará (15), Maranhão (9), Bahia (7), Alagoas (7), Paraíba (2), Sergipe (2), Pernambuco (1) e Santa Catarina (1).

Os danos causados pelo excesso de chuva atingiram 391 municípios localizados em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas, Pará e Santa Catarina.

No Nordeste, o Maranhão, atualmente, é o Estado que tem o maior número de municípios atingidos (88), seguidos pelo Ceará (79), Piauí (40), Paraíba (28), Rio Grande do Norte (26), Pernambuco (13), Bahia (11), Sergipe (8) e Alagoas (5).

São 311.187 maranhenses vitimados de alguma forma pelas enchentes, enxurradas e desabamentos. Destes, 63.116 estão desalojados e 39.651 estão desabrigados. No Ceará, a população afetada chega a 286.747 pessoas, com 35.606 desalojados e 24.609 desabrigados. Na Bahia, são 5.436 desalojados e 2.188 desabrigados.

No Piauí e no Rio Grande do Norte, a chuva afetou a vida de 86.215 e 63.473 pessoas, respectivamente. Na Paraíba, são 5.402 desalojados e 1.488 desabrigados. Em Pernambuco são 61.928 pessoas afetadas pelo desastre natural. Em Sergipe a chuva causou transtorno à vida de 14.920 pessoas e, em Alagoas, 4.058 foram afetados.

Na região Norte, é no Estado do Amazonas onde se encontra o maior número de municípios atingidos, 46, com 44.096 pessoas desalojadas e 9.136 desabrigadas. No Estado do Pará são 35 municípios atingidos e 170.095 pessoas afetadas direta ou indiretamente pela chuva. No Acre, existem 2.105 desabrigados e 1.695 desalojados, em dois municípios atingidos.

Em Santa Catarina, os danos causados pela chuva atingiram 10 municípios e uma população de 3.550 pessoas, deixando 3.333 desalojados e 217 desabrigados.

Agência Brasil Agência Brasil
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