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Minc: governo vestiu camisa do desenvolvimento sustentável

12 nov 2009
18h47
atualizado às 21h28

A divulgação da taxa anual de desmatamento da Amazônia, de 7 mil km², a menor dos últimos 21 anos, serviu de palco para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tentar selar uma reconciliação entre os desenvolvimentistas e os defensores da preservação do meio ambiente. Segundo Minc, essa divisão não existe mais entre os ministérios. "Não tem o lado desenvolvimentista e o lado ecologista do governo, todo o governo vestiu a camisa do desenvolvimento sustentável", disse.

Minc defendeu a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como chefe da delegação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, em dezembro. "Algumas pessoas falaram que a ministra Dilma estava querendo se vestir de verde agora que vai chefiar a delegação em Copenhague. Eu quero dizer que muita gente não sabe que, quando a gente chegou no governo, estávamos com dificuldade com o plano de mudança do clima e com o Fundo Amazônia e a ministra Dilma se empenhou e bancou para que saíssem", afirmou.

A inclusão de placas solares nos projetos de habitação popular no programa Minha Casa, Minha Vida também teve influência decisiva da ministra, segundo Minc.

Dilma, que foi a primeira ministra a discursar na cerimônia de hoje, defendeu a geração de alternativas econômicas ao desmatamento na Amazônia e disse que vai apresentar em Copenhague os números que indicam queda do desmate e os resultados de ações de regularização fundiária da Amazônia.

Carlos Minc também falou sobre as divergências que teve com o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, e com os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. "O Reinhold, quem diria, pediu para que eu desse hoje aqui o recado de que a agricultura está do lado do desenvolvimento sustentável." Em relação a Maggi e a outros governadores da Amazônia, Minc disse que o governo federal está fazendo uma "parceria bonita" para conter o desmatamento na região.

O ministro disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode definir amanhã os números da proposta de redução de emissões de gases de efeito estufa que o Brasil levará para a reunião em Copenhague.

Agência Brasil Agência Brasil

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