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Para coordenadores de campanha, internet ampliou militância

29 out 2010
07h32
atualizado em 1/11/2010 às 17h01

Nunca a internet teve um peso tão determinante numa disputa eleitoral como em 2010, reflexo da mudança do ano passado que deu liberdade para todos utilizarem os espaços da web como ferramenta de campanha. Antes, as ações online eram, por lei, limitadas às páginas oficiais das candidaturas. Para aqueles que coordenaram as campanhas dos dois candidatos à Presidência que chegaram ao segundo turno - Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) - na internet, as novas regras ampliaram a militância, tanto a das ruas quanto a virtual.

Soninha, Caio Túlio Costa e Marcelo Branco debaterão a internet nas eleições
Soninha, Caio Túlio Costa e Marcelo Branco debaterão a internet nas eleições
Foto: Divulgação

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"Nessa eleição se revelou um novo bloco formador de opinião, que transcende aos tradicionais: o das mídias sociais. As disputas mais quentes deste pleito aconteceram na internet. O próprio debate feito dentro da rede ajudou alguns eleitores a definirem os seus votos. A web passou a ser o principal espaço de organização das atividades de rua da militância e foi muito importante para a própria democracia. Pela primeira vez, milhões de pessoas influenciaram nas campanhas dos próprios candidatos", disse Marcelo Branco, coordenador de estratégia nas redes sociais da campanha de Dilma.

Para a jornalista Sonia Francine Gaspar Marmo, a Soninha, coordenadora da campanha de Serra na internet, "antes, para saber o que um candidato pensava sobre o País, suas propostas e carreira, era necessário ir para algum lugar ou ter acesso a materiais impressos. Agora, dá para encontrar a informação de maneira incomparável. Isso trouxe para o engajamento pessoas que normalmente não seriam militantes da forma tradicional de fazer campanha. Esta, para mim, é a grande surpresa desta eleição", afirmou Soninha.

Este tema será ampliado no painel 2 do 4º MediaOn e também terá a presença, além de Marcelo e Soninha, de Caio Túlio Costa, jornalista e professor que coordenou as mídias digitais da campanha de Marina Silva (PV), ajudando a angariar os quase 20 milhões de voto da candidata, e do jornalista e escritor Heródoto Barbeiro. O evento que acontecerá entre os dias 9 e 11 de novembro no Itaú Cultural, em São Paulo, debate este novo paradigma eleitoral no dia 10, das 11h30 às 13h.

O 4º Seminário Internacional de Jornalismo Online - MediaOn, encontro realizado anualmente pelo Terra e Itaú Cultural, é um dos principais fóruns de debates sobre jornalismo digital e novas mídias. O evento, que tem apoio das redes de televisão CNN e BBC, terá transmissão ao vivo. Os debates contarão com a presença de representantes de veículos brasileiros, da América Latina, Europa e Estados Unidos.

O tema do evento deste ano será "Os novos caminhos do jornalismo: o que a audiência quer consumir e como?". Além dos debates entre profissionais, um painel mostrará ao vivo como os consumidores vêm se apoderando das novas mídias.

Para esquentar as discussões, o MediaOn traz profissionais que estão diretamente envolvidos com a "digitalização" e "socialização" de suas redações. Susan Grant, da CNN, e Aron Pilhofer, do New York Times, abrirão o evento com um debate sobre como inovar em redações habituadas com o velho formato de produção e difusão de notícias. A dupla ainda debate a concorrência: quem são os novos concorrentes na briga pela audiência?

Twitter, tables, smatphones, v-blogs, humor, anunciantes, agências, redações integradas são assuntos que também serão abordados nos três dias de MediaOn.

Todos os debates são gratuitos. Para garantir a vaga, os interessados devem chegar ao Itaú Cultural (avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô. Fones: 11. 2168-1776/1777) com 30 minutos de antecedência ao início de cada painel. Grupos podem fazer reserva antecipadamente para assistir aos debates por meio do email itaucultural@comunicacaodirigida.com.br.

Fonte: Redação Terra
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