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 Marcas driblam politicamente correto para produzir conteúdo
24 de novembro de 2011 11h31 atualizado às 11h50

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Murilo Moreno, diretor de Marketing da Nissan, discorreu sobre como anunciantes produzem e distribuem conteúdo e disputam espaço com o jornalismo. Foto: Reinaldo Marques/Terra

Murilo Moreno, diretor de Marketing da Nissan, discorreu sobre como anunciantes produzem e distribuem conteúdo e disputam espaço com o jornalismo
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

A tendência da visão predominante do politicamente correto no Brasil e no mundo precisa ser driblada por marcas que produzem conteúdo. Esta é a conclusão do primeiro debate desta manhã no 5° MediaOn, seminário internacional de jornalismo online realizado em São Paulo.

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O diretor de Marketing da Nissan, Murilo Moreno, e o diretor de Inovação e Criatividade da Coca-Cola, Gian Martinez, contaram como suas marcas administram a questão. Segundo Moreno, que apresentou o case dos "Pôneis Malditos", que foi investigada pelo Conar (órgão que fiscaliza a propaganda no País, o politicamente correto se instalou no País e as marcas precisam se adaptar.

"O politicamente correto é cultural, é uma questão de as minorias se posicionarem, não adianta achar que é passageiro. O humor de hoje em dia é diferente de 40 anos atrás. Entender o momento da cultura", disse. Moreno citou o humor dos Trapalhões, marcado por traços que indicavam o racismo e o preconceito de origem, para mostrar a evolução dos conceitos.

Martinez preferiu dizer que a Coca-cola tem uma história de se posicionar como "culturalmente correta". Ele citou um comercial do início do século passado, anterior à liberação feminina, que colocou a marca na vanguarda da conquista das mulheres.

"Em 1918 a Coca-cola colocou um anúncio de uma mulher sozinha. A mulher estava sozinha em um bar e isso não fazia dela uma... entendemos. O que buscamos é ser culturalmente correto. Nossa posição não vai necessariamente de encontro com as políticas vigentes. Este é o papel de uma marca livre", declarou.

MediaOn
O MediaOn, encontro realizado anualmente pelo Terra e Itaú Cultural, é um dos principais fóruns de debates sobre jornalismo digital e novas mídias. O evento será transmitido ao vivo entre os dias 22 e 24 de novembro.

Criado por jornalistas e profissionais da internet, o MediaOn reedita a curadoria dos jornalistas Antonio Prada, diretor de Mídia do Terra, Fernanda Cerávolo, gerente de Mídia do Google, e Jaime Spitzcovsky, colunista da Folha de S. Paulo. A produção executiva é de Felipe Morales Fonseca e Paula Grinover com a equipe do Itaú Cultural.

Os debates contam com a presença de representantes de veículos brasileiros, da América Latina, Europa e Estados Unidos. O tema do evento deste ano é "A transformação do ciclo da notícia, a revolução na indústria cultural e os efeitos na produção de conteúdo criativo".

Terra
  1. O público conferiu o painel "E o conteúdo virou mantar", o primeiro desta quinta-feira do MediaOn

    Foto: Reinaldo Marques/Terra

  2. Um dos palestrantes foi Gian Martinez, diretor de Inovação e Criatividade da Coca-Cola

    Foto: Reinaldo Marques/Terra

  3. Murilo Moreno, diretor de Marketing da Nissan, discorreu sobre como anunciantes produzem e distribuem conteúdo e disputam espaço com o jornalismo

    Foto: Reinaldo Marques/Terra

  4. O mediador deste painel foi Jaime Spitzcovsky, jornalista e palestrante


    Foto: Reinaldo Marques/Terra

  5. Gian Martinez tentou responder ao questionamento: quais são os limites e qual é a percepção do usuário na produção e distribuição de conteúdo?

    Foto: Reinaldo Marques/Terra

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