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Lucro do Santander Brasil cai 8,5% no 3o trimestre

25 out 2012
08h46

SÃO PAULO, 25 Out (Reuters) - O Santander Brasil divulgou nesta quinta-feira que encerrou o terceiro trimestre com queda anual de 8,5 por cento no lucro líquido gerencial, em meio a aumento da inadimplência e das despesas com provisões para calotes na comparação com o mesmo período do ano passado.

O banco obteve lucro líquido gerencial de 1,5 bilhão de reais no terceiro trimestre, ante 1,641 bilhão no mesmo período de 2011. O lucro que a instituição chama de "societário", ou contábil, somou 591 milhões de reais e o banco não fez comparação com o terceiro trimestre de 2011.

O balanço de 2011 foi divulgado no padrão contábil IFRS e, a partir deste ano, o banco publica seus números pelo padrão brasileiro BR GAAP.

Analistas consultados pela Reuters estimavam lucro recorrente de 748,7 milhões de reais, mas não ficou imediatamente claro se o dado é comparável ao lucro contábil.

O Santander Brasil fechou o período de julho a setembro com aumento no índice de inadimplência para operações vencidas há mais de 90 dias para 5,1 por cento ante 4,9 por cento no segundo trimestre e 4,3 por cento na comparação anual.

Apesar disso, o Santander reduziu o volume de provisões para perdas com crédito para 3,23 bilhões de reais, ante 3,81 bilhões de reais no segundo trimestre, em meio a uma renegociação de empréstimos no trimestre passado que atingiu 10,82 bilhões de reais, contra 6,6 bilhões no mesmo período de 2011.

"Nestas operações estão incluídos os contratos de crédito que foram prorrogados e/ou modificados para permitir o seu recebimento em condições acordadas com os clientes, inclusive as renegociações de operações baixadas a prejuízo no passado", informou o Santander no balanço.

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, porém, houve alta de 29,7 por cento, no volume provisionado.

A carteira de crédito do banco, enquanto isso, fechou setembro em 207,3 bilhões de reais, crescendo 10,1 por cento em 12 meses.

A receita com prestação de serviços e tarifas avançou 12,7 por cento, a 2,54 bilhões de reais, enquanto as despesas gerais subiram 12 por cento, a 4 bilhões de reais.

O índice de eficiência encerrou o trimestre passado em 45 por cento, ante 45,9 por cento registrados no mesmo período de 2011 e 41,9 por cento no segundo trimestre. Quanto menor o indicador, mais eficientes são os controles de custos de um banco.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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