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Lista oficial de mortos pela ditadura pode ser quase triplicada

1 ago 2012
09h06
atualizado às 09h09

Um estudo inédito do governo federal propõe quase triplicar a lista oficial de mortos e desaparecidos políticos vítimas da ditadura militar. Dentre os mais de 1,2 mil nomes analisados, o levantamento detalha ao menos 600 pessoas que hoje não constam na relação oficial de 357 mortos (familiares contam 426). O documento, que ainda não tem endosso do governo Dilma, será encaminhado à Comissão da Verdade e à Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que vão decidir se o número de mortos do período será ampliado ou não. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo.

Presidente discursou na cerimônia de instalação da Comissão da Verdade no Palácio do Planalto
Presidente discursou na cerimônia de instalação da Comissão da Verdade no Palácio do Planalto
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR / Divulgação

Veja a história de desaparecidos na Ditadura

São camponeses, sindicalistas, líderes rurais e religiosos, padres, advogados e ambientalistas mortos no País entre 1961 e 1988. A maioria morreu na região amazônica durante os 21 anos de regime militar (1964-1985). Para o reconhecimento oficial dos novos nomes é fundamental comprovar a ligação entre as mortes com os crimes praticados pela repressão. Segundo o coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Gilney Viana, a intenção é "incluir o nome dessas vítimas na Justiça de transição, com o devido reconhecimento do Estado". Não há relação entre o reconhecimento e a concessão de indenizações a seus familiares - o pedido precisa ser requerido.

Terra

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