DNA prova que irmã de Pedrinho é bebê seqüestrado

12 de fevereiro de 2003 • 10h40 • atualizado às 12h44
Roberta (a segunda da direita para a esquerda) é irmã de criação de Pedrinho (no centro da foto) Foto: Futura Press
Roberta (a segunda da direita para a esquerda) é irmã de criação de Pedrinho (no centro da foto)
29 de novembro de 2002
Foto: Futura Press

O exame de DNA realizado com a saliva de Roberta Jamilly comprova que a jovem não é filha de Vilma Costa, que já havia sido acusada do seqüestro do garoto Pedrinho. O delegado responsável pelo inquérito que investiga o desaparecimento de Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, ocorrido na Maternidade de Maio, em Goiânia, em 1979, esclareceu o caso.

Antônio Gonçalves, com o exame de DNA em mãos, confirma que Roberta é na verdade Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, seqüestrada há 23 anos. O delegado obteve a saliva da jovem recolhendo tocos de cigarro fumados por Roberta durante seu depoimento. O código genético da saliva de Roberta foi confrontado com o DNA do sangue da sua mãe biológica.

A jovem não foi informada antecipadamente sobre o recolhimento de sua saliva. A forma como o foi retirado o material é controversa, mas Gonçalves garantiu que a lei permite o recolhimento da saliva de Roberta nos restos de cigarro por serem material descartado. O fato da jovem ter jogado fora os cigarros utilizados não constituem invasão de privacidade no recolhimento posterior. Tanto os advogados de Vilma, que ainda não receberam nenhum documento oficial com o resultado do exame, quanto o delegado devem se pronunciar nesta tarde.

Gonçalves entregou hoje a Francisca Maria da Silva, a mãe biológica de Roberta, a documentação que comprova a ligação genética entre elas. De acordo com o jornal goiano Diário da Manhã, Francisca vai esperar que Roberta tome a iniciativa de encontrá-la. Ela também pediu punição a Vilma Costa.

Em janeiro deste ano, três enfermeiras que trabalhavam no Hospital Municipal de Taquaral, onde nasceu Roberta, denunciaram que Vilma teria encenado o parto da criança. O diretor da instituição é suspeito de ter colaborado com o seqüestro. Vilma deu entrada no hospital para realizar uma cirurgia de retirada de gordura, e saiu com uma criança nos braços.

Vilma também é acusada do rapto de Osvaldo Borges Júnior, o Pedrinho. O garoto foi roubado da maternidade Santa Lúcia, em Brasília, em janeiro de 1986. Pedrinho, nome que teria sido dado pelos pais biológicos, convive com as duas famílias atualmente.

Redação Terra
 
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