Os três fiscais morreram na hora. O motorista do Ministério do Trabalho, Aílton Pereira de Oliveira, 52 anos, desmaiou após ser baleado. Depois de recuperra a consciência, cerca de 15 minutos depois, drigiu por dez quiômetros para pedir ajuda. Ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital de Base, em Brasília, mas morreu ao ser atendido. De acordo com o relato do motorista, os assassinos foram dois homens, que pararam o carro e anunciaram um assalto antes de começar a atirar.
Tão logo o crime foi divulgado, o presidente em exercício, José Alencar, determinou a criação de uma força-tarefa para investigá-lo. No final da tarde, por ordem de Alencar, o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, e o secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, estiveram no local do assassinato. "Vamos trabalhar para que operações desse tipo sejam feitas com outro tipo de segurança" garantiu Berzoini.
Os dois suspeitos procurados pela polícia, segundo o Jornal Nacional, da TV Globo, teriam sido vistos fugindo do local. Um dos fiscais teria sofrido ameaças de um fazendeiro e de uma pessoa encarregada de contratar trabalhadores para as fazendas da região. A Polícia Federal chegou a investigar o caso, mas não conseguiu provas.
O início de ano é época de colheita de café na região. Muitas fazendas costumam contratar empregados extras sem, no entanto, pagar direitos trabalhistas. Também havia denúncias, investigadas pelos fiscais, de que alguns trabalhadores eram mantidos em regime de escravidão nas fazendas.
Alencar repudia crime em nota oficial
À tarde, José Alencar divulgou, nota oficial de repúdio ao assassinato de três auditores fiscais do Ministério do Trabalho. "A consciência cívica da Nação se cobre de luto e indignação pelas mortes", afirma um trecho. O presidente em exercício afirma também que os três fiscais e o motorista foram vítimas de "insanidade e violência inadmissíveis num país que cultua os valores do direito e da liberdade".
Redação Terra