Lula convidou Bush para visitar o Brasil
Foto: Reuters
Bush, o primeiro a falar, disse que é uma honra receber Lula no seu país. Ele afirmou que os EUA estão melhorando seus contatos com o Brasil. "A relação entre Estados Unidos e Brasil é vital, importante e crescente", disse. Segundo Bush, o Brasil é uma parte muito importante para manter a América do Norte e a América do Sul em paz, com prosperidade.
O presidente norte-americano disse estar "muito impressionado" com a visão de mundo do presidente brasileiro. "É um homem que sem dúvida preocupa-se muito com todo povo e com o Brasil, e não só tem um grande coração, mas também tem a capacidade de trabalhar conjuntamente com os membros do seu governo com o povo brasileiro em favor da prosperidade, contra a pobreza e a fome", enfatizou Bush.
O presidente brasileiro disse que tem certeza que Brasil e EUA têm condições de manterem relações profícuas, com base na sinceridade das pessoas, na confiabilidade, e não em jogo de cena para a imprensa. "Aprendi na vida a tratar com as pessoas a partir das relações de confiança. Acho que o Brasil é e pode continuar sendo um grande parceiro dos EUA. Temos muitas coisas em comum e, certamente, a reunião de hoje é marcante por ser não só entre dois presidentes, mas entre dois governos. Podemos surpreender o mundo com as relações entre Brasil e Estados Unidos", afirmou.
Lula encerrou o encontro com Bush e a imprensa, ocorrido no salão oval da Casa Branca, convidando Bush para uma visita ao Brasil para ele veja que o País tem muitas coisas além do futebol e do carnaval. Bush riu e agradeceu o convite.
Comitiva e pronunciamento à imprensa
Após a reunião dos presidentes, Bush e Lula fizeram uma reunião ampliada com a participação de ministros brasileiros e norte-americanos. Em seguida, Bush ofereceu um almoço ao presidente brasileiro. Os assuntos tratados foram energia nuclear, finanças, saúde, meio-ambiente, entre outros.
Um dos temas principais da reunião foi o Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca). O Brasil insiste em que sejam discutidas a redução dos subsídios americanos para a agricultura e a eliminação das taxas antidumping impostas às empresas brasileiras. Do outro lado, os EUA só querem negociar estes temas na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Acompanham Lula os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, da Casa Civil, José Dirceu, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, das Relações Exteriores, Celso Amorim, de Minas e Energia, Dilma Rousseff, do Meio Ambiente, Marina Silva, da Saúde, Humberto Costa, do Trabalho e Emprego, Jaques Wagner, e da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral.
Na Embaixada do Brasil, Lula se reúne com o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Köhler. Às 16h30, tem encontro com o presidente do Banco Mundial (Bird), James Wolfensohn, e às 17h, com o presidente da AFL-CIO (central sindical norte-americana), John Sweeney. Às 18h15, Lula recebe o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias.
À noite, o presidente participa de jantar privado, na ala residencial da Embaixada do Brasil, e, às 22h, embarca de volta para o Brasil. Segundo a embaixada brasileira, os Estados Unidos só tiveram reuniões desta envergadura com Canadá, México e União Européia.
- Redação Terra


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