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Empregada estrangula patroa em São Paulo

28 de abril de 2003 20h37 atualizado em 29 de abril de 2003 às 14h10

A empregada doméstica Luzinete de Jesus Santos, de 23 anos, confessou na segunda-feira que matou sua patroa, a professora Luciene Mugnaini Amaral, de 52 anos, por estrangulamento. A acusada alegou legítima defesa: "Eu fui tentar me defender e ela (Luciene) caiu da escada e bateu a cabeça. Depois ela mordeu meu peito e, por isso, eu passei a corda no pescoço dela", declarou. Além de matar a patroa, Luzinete é acusada de agredir a mãe da professora, Rosa Mugnaini, de 82 anos, que foi levada para o hospital, mas passa bem.

Luzinete, que foi chamada pela professora para acertar as contas depois de ser demitida, disse que ficou "desesperada" e resolveu colocar fogo na casa após o crime. Ela fugiu levando duas sacolas cheias de objetos de valor: colares, relógios talão de cheques, cartão de crédito, telefone celular e dinheiro. Segundo o delegado do 34º DP, Guaracy Moreira, o depoimento da doméstica foi marcado pela frieza do relato. "Ela demonstrou ser uma pessoa que tem ausência de piedade".

Ao ser questionada se a prisão seria a punição adequada, a acusada respondeu: "É. Eu a matei né?". Luzinete foi levada à noite para o Cadeião Feminino de Pinheiros, em São Paulo, e poderá pegar até 30 anos de prisão.

Redação Terra