Um outro traficante que estava com Maluco no momento da prisão também foi detido para averiguações. O nome não foi divulgado. A dupla não estava armada e estava escondida em um barraco que seria de um casal de idosos. O local fica perto de um posto de Polícia. Ao ser preso, Maluco teria dito ao policial: "Perdi, chefe. Só não esculacha, não".
Desde segunda-feira, a Operação Sufoco, composta por cerca de 500 policiais de diversas delegacias, cercava todo o complexo de favelas para capturar o traficante. Os policiais trabalhavam em turnos. A polícia tinha mandado de busca para entrar em todos os cerca de 10 mil barracos do local. Maluco teria passado pelo menos os últimos três dias em um buraco dentro de um barraco, armado com granadas.
O traficante, um dos mais procurados do Brasil, é acusado de ter assassinado o jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, no dia 02 de junho. Tim, que fazia uma reportagem sobre venda de drogas e abuso sexual de menores em um baile funk na Vila Cruzeiro, na Penha, foi seqüestrado, torturado e morto por traficantes.
Traficantes presos que prestaram depoimento dias após o crime confirmaram que Lopes havia sido torturado por um grupo de nove homens e morto por Elias Maluco com um golpe de espada.
De todos os envolvidos no crime, apenas Maluco estava foragido. Seis foram presos e dois morreram. Na operação policial no Complexo do Alemão, oito pessoas foram presas, incluindo dois rapazes que confessaram que levavam comida para Maluco nos últimos dias.
Elias Maluco é integrante do Comando Vermelho (CV). Ele controla o tráfico de drogas em 30 favelas. O traficante, acusado pela morte de mais de 60 pessoas, tem mandados de prisão e processos por homicídio, tráfico e seqüestro. Ele foi preso em 1996 pela Divisão Anti-Seqüestro. Em julho de 2000, conseguiu o habeas-corpus.
Redação Terra