Ex-deputados presos serão transferidos para Cuiabá

04 de maio de 2006 • 13h13 • atualizado às 15h31

Os ex-deputados Bispo Rodrigues (PL-RJ) e Ronivon Santiago (PP-AC), presos pela Polícia Federal (PF) por envolvimento nos crimes de formação de quadrilha, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e contra a ordem tributária, deverão ser encaminhados ainda hoje para a sede da PF em Cuiabá, com os outros presos na Operação Sanguessuga, da PF. Rodrigues está na sede da Superintendência da PF, em Brasília, enquanto Santiago se encontra na sede da PF no Acre.

» Presos ex-deputado e 46 por formação de quadrilha

Rodrigues, que renunciou ao seu mandato no ano passado após ser acusado por envolvimento no chamado esquema do mensalão, entregou-se no final da manhã na Superintendência Regional da PF em Brasília. Ronivon, que foi cassado no fim do ano passado pela Justiça Eleitoral por envolvimento em compra de votos no governo Fernando Henrique Cardoso, foi preso em Cuiabá.

De acordo com a assessoria da PF, os advogados de Bispo Rodrigues já entraram na Justiça com um pedido de habeas-corpus para o seu cliente. Caso o pedido não seja aprovado até o fim do dia, o ex-deputado será levado com os outros detidos durante a Operação Sanguessuga para Cuiabá. A prisão dos acusados pelo envolvimento no esquema vale por cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco.

Segundo a PF, o esquema começava no Congresso Nacional, durante a votação de emendas parlamentares ao Orçamento da União. Depois de aprovados no Congresso, os recursos previstos nas emendas para a compra de ambulâncias eram repassados às prefeituras beneficiadas pelo Ministério da Saúde. Os recursos eram do Fundo Nacional de Saúde.

Já foram presas 46 pessoas - 21 no Distrito Federal, entre elas o empresário Marco Antonio Lopes, 21 no Mato Grosso, duas no Paraná, uma em Goiás e uma no Acre. Os detidos em Brasília foram levados para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal.

Segundo a assessoria de imprensa da PF, também foram detidos sob a acusação de envolvimento no crime assessores do líder do governo no Senado, Ney Suassuna (PMDB-PB), e dos deputados federais Laura Carneiro (PFL-RJ) e João Mendes de Jesus (PSB-RJ). A PF realizou ainda a prisão de um assessor do Ministério da Saúde. Nenhum deles teve o nome revelado.

Redação Terra
 
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