Petrobras decide ficar na Bolívia com o apoio de Lula

02 de maio de 2006 • 15h35 • atualizado às 17h00
Soldados bolivianos ocuparam a refinaria Gualberto Villarroel, operada pela Petrobras, em Cochabamba  Foto: AP
Soldados bolivianos ocuparam a refinaria Gualberto Villarroel, operada pela Petrobras, em Cochabamba
02 de maio de 2006
Foto: AP

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta terça-feira que a empresa decidiu permanecer operando na Bolívia, apesar do decreto de nacionalização do setor de gás e petróleo. A decisão da empresa recebeu o apoio de Lula, segundo uma fonte do governo. "O decreto de estatização não nos obriga a interromper a produção nem parece ser este o objetivo do governo boliviano", disse a fonte à Reuters.

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A Petrobras, conforme decreto do governo boliviano, tem 180 dias para deixar o país ou se adaptar à medida. A empresa opera 46% das reservas de gás natural e produz toda a gasolina e óleo diesel consumido pelos bolivianos. A empresa é responsável por 20% dos investimentos diretos no país e por 18% do Produto Interno Bruto (PIB) boliviano.

Durante a primeira parte da reunião entre o presidente Lula, ministros, e o presidente da Petrobras, Gabrielli garantiu que não haverá risco de desabastecimento de gás no Brasil em decorrência da atitude de Evo Morales. A reunião foi retomada por volta das 15h.

O porta-voz da Presidência da República, André Singer, informou que o presidente Lula deve discutir ainda nesta tarde a situação com outros chefes de Estados da América Latina.

Redação Terra
 
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