Soldados bolivianos ocuparam a refinaria Gualberto Villarroel, operada pela Petrobras, em Cochabamba |
Maria Clara cabral
Direto de Brasília
Bolívia
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Lula deve falar também com o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, e com o da Venezuela, Hugo Chávez. Só apos a consulta aos líderes, o governo deve anunciar quais as decisões foram tomadas a respeito do assunto.
Em reunião com Lula nesta manhã, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, garantiu que não haverá risco de desabastecimento de gás no Brasil em decorrência da atitude de Evo Morales. Gabrielli esteve reunido por cerca de duas horas com o presidente Lula e ministros que participam da coordenação política.
"O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, informou ao presidente da República que não há qualquer risco de desabastecimento de gás para o Brasil, de maneira que os consumidores e as empresas não têm com o que se preocupar, visto que a Petrobras tem condições de garantir que o fornecimento de gás ao Brasil continuará de forma normal", disse o porta-voz da Presidência.
O governo brasileiro decidiu manter as empresas da Petrobras na Bolívia, pelo menos enquanto durar o prazo de 180 dias concedido pelo governo boliviano para que as indústrias se adaptem à nova regra. A avaliação do governo é de que, por uma questão estratégica, a empresa deve ficar na Bolívia durante o prazo estabelecido e aguardar os desdobramentos da medida.
O porta-voz da Presidência também informou que o embaixador do Brasil na Bolívia continua no país e, por enquanto, não há nenhuma informação sobre o seu afastamento.
De acordo com a assessoria de imprensa do Planalto, a reunião contou com a presença do vice-presidente da República, José Alencar, e dos ministros Márcio Thomaz Bastos (Justiça), Guido Mantega (Fazenda), Tarso Genro (Relações Institucionais), Silas Rondeau (minas e Energia) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da República). A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) também participou do encontro.
Redação Terra