Petrobras descarta desabastecimento de gás no País

02 de maio de 2006 • 12h44 • atualizado às 12h46
Soldados bolivianos ocuparam a refinaria Gualberto Villarroel, operada pela Petrobras Foto: AP
Soldados bolivianos ocuparam a refinaria Gualberto Villarroel, operada pela Petrobras
02 de maio de 2006
Foto: AP

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse hoje, antes da reunião de emergência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros, que não há perigo imediato de desabastecimento de gás no Brasil devido ao decreto do presidente Evo Morales que estatizou as reservas de gás e petróleo na Bolívia.

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"O fornecimento de gás da Bolívia está absolutamente normal. Nós temos um contrato até 2019 - um contrato de fornecimento de 30 milhões de metros cúbicos de gás para o Brasil. E portanto, nós não acreditamos que há nenhum risco significativo de fornecimento de gás para o País.

Como metade do gás brasileiro vem da Bolívia e a outra metade, da produção brasileira, Sérgio Gabrielli afirmou que a Petrobras está intensificando a produção brasileira. "Estamos estudando alternativas para a expansão de fornecimento de outras fontes, mas não tem nenhuma solução adequada para o curto prazo em relação a uma situação de emergência".

O presidente da Petrobras disse que não acredita nessa situação de emergência. "Achamos que a situação está sob controle e acreditamos que o contrato de gás até 2019 está garantido".

A Petrobras tem investimentos de mais de US$ 1 bilhão na Bolívia e responde por cerca de 45% da produção de gás no país.

Redação Terra
 
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