A espanhola Repsol é uma das maiores investidoras no mercado de energia boliviano, ao lado da Petrobras, da britânica BG Group e da francesa Total .
"Nós ainda não recebemos nenhum comunicado oficial. É muito cedo para fazer qualquer avaliação", disse um porta-voz da Repsol.
O decreto exige que companhias estrangeiras entreguem imediatamente à Bolívia seus campos de gás e que assinem novos contratos operacionais em 180 dias ou deixem o país.
O presidente boliviano, Evo Morales, ordenou que militares ocupassem os campos ¿uma grande fonte de riqueza em um país empobrecido¿ para garantirem a continuidade da operação.
"O governo espanhol expressa sua profunda preocupação com as informações que chegam da Bolívia sobre o decreto", declarou o Ministério das Relações Exteriores da Espanha em nota.
O ministério acrescentou que o período de 180 dias até a assinatura de novos contratos deve dar espaço a negociações entre governos e setor privado que "respeitem os interesses de ambos e evitem emitir um sinal negativo para a comunidade internacional de investidores".
A Espanha também disse que trabalharia conjuntamente com outros países que têm relações próximas com a Bolívia para resolver a questão.
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