"Acabou-se o saque de nossos recursos naturais por empresas estrangeiras", disse Morales |
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» Entenda a nacionalização dos hidrocarbonetos
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"Acabou-se o saque de nossos recursos naturais por empresas estrangeiras", disse Morales, ao ler seu decreto presidencial. Por telefone, a YPFB disse que só vai se pronunciar oficialmente amanhã (terça-feira).
Duas refinarias da Petrobras foram ocupadas, nesta segunda-feira, por militares e funcionários da estatal boliviana. A operação começou depois do presidente Evo Morales anunciar a nacionalização do setor de hidrocarbonetos, que corresponde ao petróleo e ao gás.
Em nota, a Petrobras diz que tomará as medidas necessárias. O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que não vai se manifestar sobre o caso. Ele está em Genebra, em negociações com a Organização Mundial do Comércio, mas planeja antecipar a sua volta ao Brasil.
O governo brasileiro marcou uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, às 11h30, para discutir o assunto. Participam do encontro o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o ministro interino das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães.
O ministro Silas Rondeau classificou de "inamistoso" o gesto boliviano e pode ser classificado como rompimento dos entendimentos que o governo brasileiro mantinha com a Bolívia. Segundo a Globonews, o ministro acredita que, apesar na iniciativa do governo boliviano, não há risco para o abastecimento de gás para o Brasil.
Os campos de exploração de gás da empresa brasileira são calculados em cerca de 40% das reservas provadas e prováveis de todo o país. O investimento da Petrobras no país já passa de um bilhão de dólares.
O governo boliviano não encampou somente a Petrobras. Toda a indústria petrolífera boliviana, incluindo 56 campos produtores, dutos e refinarias também estão sendo tomados pelo exército. Pelo menos 53 postos de gasolina particulares de empresários bolivianos já foram ocupados.
Redação Terra