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Presidente da CPI dos Bingos admite esvaziamento

26 de abril de 2006 05h42 atualizado às 07h56

O presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB), admitiu ontem que dificilmente a comissão conseguirá aprovar a convocação do ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso para depor sobre o episódio da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. No começo da tarde de terça-feira, ele teve de suspender a sessão da CPI por falta de quórum.

Sinalizando que já considera a CPI esvaziada, Morais disse ontem que todos os requerimentos mais polêmicos serão postos em votação na próxima semana, mesmo que haja grande possibilidade de derrota da oposição.

É o caso do sigilo bancário do presidente do Sebrae e amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Okamotto - cuja quebra será novamente votada pela comissão, garantiu Efraim. Okamotto diz ter pago do próprio bolso dívida de R$ 29,4 mil de Lula com o PT, mas integrantes da CPI acreditam que o dinheiro possa ser originário do caixa dois do partido.

Na reta final da CPI, cujo relatório deve ser entregue até o início de junho (o prazo final é 24 de junho), conforme o presidente da comissão, o governo negocia para substituir o atual vice-presidente, Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), com o intuito de ganhar maioria e barrar a quebra do sigilo de Okamotto e nova convocação de Mattoso.

Mas, para Efraim Morais, não é necessário Mattoso depor novamente na comissão: "Temos o depoimento na Polícia Federal, que estará no relatório final da CPI. Não é preciso ouvi-lo novamente, é só juntar os dois depoimentos", afirmou o presidente da comissão de inquérito.

Redação Terra