Petrobras menos 'política' seria mais competitiva, diz jornal

21 de abril de 2006 • 08h02 • atualizado às 08h02

Enquanto o governo brasileiro celebra o fato de ter se tornado auto-suficente em termos de petróleo, o jornal americano The Wall Street Journal questiona se, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a empresa não se politizou demais.

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Com o título de "Auto-suficente ou maleável", o jornal diz que a empresa deve muito de sua competitividade ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Em sua gestão, a Petrobras cresceu uma média de 12% ao ano. No governo Lula, este crescimento foi de 5%. Segundo o jornal, isso se deve a medidas tomadas por razões políticas e não técnicas, como a demora de repassar aumentos do petróleo e derivados ao consumidor.

Um analista ouvido pelo jornal calcula que a empresa deixou de ganhar R$ 7.8 bilhões desde janeiro de 2003 por cobrar abaixo do mercado em uma época de alta mundial de preços.

O gás, por exemplo, estaria sendo vendido 30% abaixo do preço internacional de mercado. Para o The Wall Street Journal, nomeações para altos cargos também levariam mais em conta a lealdade com o Partido dos Trabalhadores do que critérios puramente técnicos.

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