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Filhos de Alckmin e de seu acupunturista são sócios

10 de abril de 2006 06h39

Os filhos do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência e do médico acupunturista Jou Eel Jia são sócios em uma loja de produtos naturais, e pacientes do acupunturista seriam orientados a procurar a empresa da filha quando "não encontram ervas medicinais" receitadas. Na semana passada, a Folha de S.Paulo informou que uma revista de Jou Eel Jia, a Ch'an Tao, recebeu R$ 60 mil em publicidade da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista em 2005.

Outros R$ 60 mil já teriam sido aprovados para a próxima edição, que deve ser publicada no mês que vem. Alckmin é o destaque na capa da revista deste mês. Ele concedeu uma entrevista exclusiva ao magazine. O ex-governador aparece em nove páginas, seja em fotos ou depoimento.

Alckmin negou, por meio de sua assessoria de imprensa, que beneficie seu acupunturista Jou Eel Jia. De acordo com a assessoria de Alckmin, o fato de seu filho ser sócio da filha de Jia, não influenciou na liberação de verbas publicitárias, por exemplo, para a revista Ch'an Tao. Alckmin também considerou que a sociedade de Thomaz com Suelyen não configura uma mistura entre assuntos públicos e privados. Segundo a assessoria do ex-governador, o Estado não compra produtos da J.T. Comércio e Distribuidora de Produtos Naturais - empresa na qual seu filho é sócio.

Cursos
Jou Eel Jia costuma ministrar cursos de acupuntura e de medicina tradicional chinesa a servidores estaduais, conforme informou o jornal. Um convênio com a Secretaria Estadual de Educação, assinado em novembro de 2003, teria permitido o treinamento de professores em técnicas de meditação chinesa. A assessoria do ex-governador informou que Jia não cobra nada pelos cursos. O Estado paga apenas despesas com transporte e refeição, mas somente dos alunos.

A J.T. Comércio e Distribuidora de Produtos Naturais foi constituída em julho de 2004 com capital social declarado de R$ 100 mil. Segundo a Junta Comercial de São Paulo, Suelyen tem participação de R$ 51 mil no negócio. Thomaz, R$ 49 mil. A administração do negócio, segundo a Junta Comercial, cabe a Thomaz.

Redação Terra