Dinheiro roubado do BC financiaria crimes no RS

07 de abril de 2006 • 21h25 • atualizado às 21h25

O dinheiro roubado da sede do Banco Central em Fortaleza, em agosto do ano passado, estaria financiando crimes no Rio Grande do Sul. A conclusão da Polícia Federal faz parte da investigação que acabou com a prisão do segundo maior criminoso do Estado, João Adão Ramos, conhecido como João das Couves.

O bandido foi preso na quinta-feira em um apartamento no centro de São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre. Ele seria integrante da quadrilha de José Carlos dos Santos, o Seco, foragido mais procurado do Rio Grande do Sul.

O bando de Seco, especializado em assaltos a carros-fortes, teria recebido parte dos R$ 167 milhões levados do BC, segundo informações da PF. O dinheiro seria usado para o aluguel e a compra de imóveis, automóveis e armas usados nos ataques.

Agentes da Divisão de Repressão a Crimes contra o Patrimônio (DPAT), de Brasília, se juntaram aos policiais gaúchos para investigar Seco. Nos últimos três dias, a expectativa era identificar o endereço no qual o bando estaria escondido. Na quarta-feira à noite, o apartamento foi descoberto, mas só João das Couves estava no local. No apartamento foram encontradas dez cargas de explosivos, detonadores, munição de fuzil, armas e coletes à prova de balas.

A polícia já recuperou R$ 20 milhões do dinheiro roubado em Fortaleza. Outros R$ 20 milhões estão identificados em bens adquiridos pelos assaltantes. Quase todos os responsáveis pelo roubo já foram identificados. Onze deles foram presos.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »