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Lula critica "alarmismo" em torno da gripe aviária

07 de abril de 2006 13h30 atualizado às 15h15

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje aos meios de comunicação que não "criem alarme" em torno da propagação e dos riscos à saúde da gripe aviária. Lula tranqüilizou a população brasileira e disse que o País está fazendo toda a prevenção para que a gripe aviária não chegue ao Brasil.

O presidente participou do lançamento do Plano Nacional de Prevenção à Influenza Aviária e de Prevenção e Controle da Doença de Newcastle, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Brasília.

Lula afirmou que não acredita que a doença chegue ao Brasil, já que o País está distante das rotas migratórias. "Há um mês surgiu um boato no meu gabinete de que seria necessário matar galinhas caipiras no Brasil. É preciso passar a informação correta para não criar pânico na população".

Apesar disso, Lula diz que o País está preparado caso isso aconteça. "Sempre tem uma ave mais peralta que pode vir parar aqui", diz o presidente. Ao fim do evento, Lula almoçará frango na própria Embrapa. Em tom de brincadeira, ele convidou a mulher, Mariza Letícia, que comemora neste 7 de abril o seu aniversário.

O Plano divulgado hoje aborda mais especificamente as medidas de proteção ao plantel avícola do País, para enfrentar a ameaça representada por esta doença, que começou na Ásia e já atinge países da África e da Europa. O documento engloba a Doença de Newcastle, por ser uma enfermidade que também prejudica a economia da avicultura.

Uma das medidas adotadas foi o fortalecimento do Instituto Butantan, em São Paulo, que receberá a primeira fábrica de vacinas contra a gripe em um país em desenvolvimento.

Com investimentos de R$ 50 milhões, dos quais R$ 30 milhões são recursos do governo federal, a fábrica produzirá o imunizante contra a gripe sazonal, aplicada anualmente na população maior de 60 anos de idade, e também poderá produzir a vacina contra a cepa responsável por uma pandemia.

Como a fábrica só estará completa em 2007, o Ministério já repassou mais R$ 3,1 milhões para a instalação no Butantan de uma planta-piloto, capaz de produzir doses da vacina ainda no primeiro semestre deste ano.

A vigilância epidemiológica também foi reforçada, com a constituição de uma rede de unidades sentinelas - hospitais, postos de saúde e policlínicas treinadas e equipadas -, 46 em todo o país, que colhem secreções de uma amostra das pessoas com síndrome gripal para identificação do vírus.

Recentemente, foi inaugurado no Ministério da Saúde o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde - Cievs, que acompanhará, 24 horas por dia, notificações de emergências epidemiológicas emitidas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde, profissionais e serviços de saúde em todo o país. Diante do diagnóstico, os especialistas poderão adotar, em tempo oportuno, medidas para prevenção e controle de doenças.

Redação Terra