PT também vai investigar acupunturista de Alckmin

04 de abril de 2006 • 07h50 • atualizado às 08h02

A liderança do PT na Assemnléia Legislativa paulista também vai investigar o acupunturista do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ao analisar contratos da Associação de Medicina Tradicional Chinesa do Brasil, presidida por Jou Eel Jia, surgiram suspeitas de tráfico de influência.

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    Um dos contratos, para treinar professores em meditação, é de R$ 1,044 milhão. Segundo o jornal O Globo, o líder do PT na Assembléia, Enio Tatto, vai convocar o acupunturista para dar explicações. A Secretaria de Educação informou que a despesa foi feita para cobrir transporte e diárias dos professores e negou ter contratos com a associação. Haveria um "termo e cooperação técnica" entre as instituições.

    A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo já investiga a possibilidade de Jia ter recebido verbas de estatais com influência do então governador. A revista dele, Ch'an Tao, teria sido beneficiada por dois contratos, de R$ 120 mil no total, firmados com a Ceetep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista).

    A investigação se estenderá a outros contratos da revista com estatais, como a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo). Na edição de março, a revista publicou entrevista de nove páginas com Alckmin, que também está sendo investigado. Os contratos entre a Secretaria da Educação e a Associação podem ser anexados à investigação.

  • Redação Terra
     
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