Alckmin, que embarca hoje para Brasília a fim de iniciar a montagem de sua equipe de campanha, acusa o PT de ser autoritário e de "desperdiçar dinheiro público. Questionado sobre denúncias de uso de contratos publicitários no banco estatal Nossa Caixa, supostamente para "comprar" a fidelidade de aliados políticos, Alckmin afirma que tudo foi devidamente apurado.
Ele ainda classifica como "equívoco" causado "talvez" por "falta de experiência" a doação feita por um estilista de 400 vestidos à ex-primeira-dama Lu Alckmin.
A respeito das denúncias de corrupção no governo Lula e do episódio envolvendo Palocci, o tucano vê uma "enorme frouxidão ética" e declara que as urnas farão o "julgamento".
"Se formos verificar o todo, veremos uma enorme frouxidão ética, uma inoperância na gestão e um crescimento econômico aquém do que o Brasil deveria ter. O conjunto é muito ruim. A violação prejudica, mas o conjunto, mais ainda. Lula não tem mais o sonho, muito menos um governo aprovado. A reeleição implica primeiro um grande governo, e o dele é ruim", avalia Alckmin.
O ex-governador classifica como um "erro formal" o episódio envolvendo a Nossa Caixa com a intenção de diferenciar as acusações envolvendo o governo federal e seu próprio:
"Houve um erro, ele foi apurado, a própria Nossa Caixa percebeu o erro meramente formal. Todo contrato de publicidade já prevê sua prorrogação, é rotina isso. Quando o banco percebeu, ele mesmo rompeu o contrato, comunicou o Tribunal de Contas, o Ministério Público, abriu a sindicância, concluiu a sindicância, demitiu o responsável e encaminhou os processos", disse.
Aliança com o PMDB
Perguntado sobre a possibilidade de o PSDB se aliar ao PMDB nas eleições de outubro, formando uma "trinca" com o PFL, Geraldo Alckmin disse que uma aliança com três grandes partidos seria algo "muito bom".
Lembrando que o PMDB - assediado pelo presidente Lula para compor coligação no pleito deste ano - decidiu concorrer com candidato próprio (Anthony Garotinho), Alckmin afirmou que irá "esperar" por uma definição - a ala governista e outros setores do PMDB se declaram contra a candidatura própria, sobretudo por conta da verticalização, que obriga as siglas a repetirem nos Estados a aliança firmada em nível nacional.
Redação Terra